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Mundo Alemanha é contra plano da União Europeia de classificar usinas nucleares como fontes sustentáveis

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Na carta para UE, publicada pelo ministério da Economia em seu site, o governo alemão também citou a falta de exigências de segurança em relação às usinas nucleares.

Foto: (Foto: Reprodução)
Na carta para UE, publicada pelo ministério da Economia em seu site, o governo alemão também citou a falta de exigências de segurança em relação às usinas nucleares.(Foto: Reprodução)

Em uma carta formal enviada a Bruxelas (Bélgica), o governo alemão expressou ser contrário ao rascunho de plano da UE (União Europeia) de classificar usinas nucleares como fontes de energia sustentável.  A definição da UE busca estabelecer padrões para investimentos verdes, ajudando projetos que sejam amigáveis ao clima a arrecadar capital.

“Como governo federal, temos que mais uma vez expressar claramente nossa rejeição à inclusão da energia nuclear. É arriscada e cara”, afirmou o vice-chanceler alemão e ministro da Economia, Robert Habeck, em um comunicado conjunto com a ministra do Meio-Ambiente, Steffi Lemke, ambos membros seniores do Partido Verde.

Na carta para Bruxelas, publicada pelo ministério da Economia em seu site, o governo alemão também citou a falta de exigências de segurança em relação às usinas nucleares. “Sérios acidentes, com riscos grandes, que cruzam fronteiras e de longo prazo aos humanos e ao meio-ambiente não podem ser excluídos”, informou a carta, acrescentando que a questão de onde armazenar resíduos radioativos no longo prazo ainda não tem resposta.

Habeck e Leme disseram que, se a Comissão Europeia não considerar as objeções da Alemanha e não modificar o rascunho, o país, na opinião deles, deveria rejeitar o plano. A Alemanha está prestes a desligar suas três usinas nucleares restantes no final deste ano e eliminar o carvão até 2030.

As regras da UE têm sido adiadas há tempos, com países divididos sobre se a energia nuclear e o gás natural merecem a insígnia verde. A Áustria já afirmou que tomará ações legais se a União Europeia proceder com o rascunho que denomina ambos como investimentos sustentáveis.

 

 

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