Sábado, 27 de junho de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Alexandre de Moraes aponta contradições e determina envio de laudos e dados de prisões em megaoperação no Rio de Janeiro

Compartilhe esta notícia:

Moraes está como relator temporário da chamada ADPF das Favelas

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Moraes está como relator temporário da chamada ADPF das Favelas. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

O ministro Alexandre de Moraes, Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o governo do Rio de Janeiro e a Justiça do Estado encaminhem informações adicionais sobre a operação nos complexos do Alemão e da Penha que resultou em 121 mortes, em 28 de outubro.

Moraes está como relator temporário da chamada ADPF das Favelas, ação julgada em abril, quando o Supremo determinou a adoção de um protocolo para operações nessas áreas, com objetivo de garantir o cumprimento dos Direitos Humanos.

Na decisão, o ministro apontou que há divergências entre as informações divulgadas pelo governo estadual, por meio da Secretaria de Segurança Pública, e de outros órgãos, como o Ministério Público. Portanto, pediu informações complementares sobre os relatórios que embasaram a operação, laudos realizados após as mortes e informações de inteligência que levaram ao cumprimento dos mandados contra integrantes do Comando Vermelho (CV) no Rio.

Veja as informações adicionais demandadas pelo ministro:

I) Governo do Estado do Rio de Janeiro:

1. Preserve todas as imagens das câmeras corporais dos policiais civis e militares, enviando aos autos a relação dos policiais e respectivas câmeras utilizadas no dia da operação;

2. Envie aos autos cópias de todos os laudos necroscópicos realizados, com o registro fotográfico e busca de projéteis;

3. Envie aos autos os relatórios de inteligência e policiais que indicavam a presença dos 51 réus da 42ª Vara Criminal, que seriam objeto do cumprimento dos mandados de prisão, no local da “Operação Contenção”. Essa documentação deve ser enviada mantendo-se o sigilo.

4. Informe as demais medidas realizadas para o cumprimento da decisão de 2/11/2025.

Nesta data, Moraes determinou que o governo preserve “todos os elementos materiais” relacionados à execução da operação policial nas comunidades da Penha e do Alemão, “como perícias e respectivas cadeias de custódia” — que garantem a autenticidade e a validade das provas. Relembre aqui.

Na época, ele afirmou que o objetivo da preservação desses elementos é possibilitar “o exercício do controle e averiguação” da atuação policial pelo Ministério Público, devendo ser garantido o acesso da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro a esses elementos.

II) Presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro:

5. Envie aos autos a relação das pessoas com mandado de prisão pela 42ª Vara Criminal do Rio de Janeiro que foram efetivamente presas na “Operação Contenção”; bem como a relação das demais pessoas presas – por mandado ou em flagrante – na citada operação e que não constavam nos referidos mandados e a situação processual de cada uma delas;

6. Envie os resultados das audiências de custódia realizadas e dos mandados de busca e apreensão efetivamente realizados.

III) Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, envie:

7. Os relatórios e cópias dos laudos realizados por sua perícia técnica independente;

8. Cópia integral do Procedimento Investigatório Criminal, com todos seus anexos e diligências realizadas.

IV) Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro:

9. Informe se o acesso à prova dos autos, bem como à todos os procedimentos necessários para o devido acompanhamento e assistência às famílias das vítimas está sendo garantido.

Ele também agendou uma audiência com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e com os procuradores-gerais de Justiça dos estados e do DF na tarde desta segunda, no STF.

Na sequência, a reunião receberá o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para conversar sobre o projeto de lei antifacções, enviado pelo governo federal.

Em nota, o governo do estado do Rio afirmou que está “sempre pronto a colaborar com as autoridades” e que vai disponibilizar todo o material solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

O comunicado destaca que as imagens geradas pelas câmeras operacionais portáteis usadas pelos policiais “seguem um protocolo que determina armazenamento durante um ano e ficam à disposição do Ministério Público e da Justiça”.

O governo ainda informou que o uso das câmeras corporais pelas forças de segurança do estado começou em dezembro de 2021 e integra o Programa Estadual de Transparência em Ações de Segurança Pública, Defesa Civil, Licenciamento e Fiscalização.

 

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

16 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Junior Mendes Guimares
11 de novembro de 2025 10:37

Pobre diabo coitado lambedor de rabo , todos petista são assim só vivem se lember rabo de politico , vc não é homem !

Carlos Carlão
11 de novembro de 2025 00:07

Aproveita e lambe as bolas dele tambem.

Vanderlei Ochoa
10 de novembro de 2025 23:38

Manda quem pode e obedece quem tem juízo. Parabéns grande ALEXANDRE DE MORAES, O HERÓI DO BRASIL.

Jorge Bressan
10 de novembro de 2025 23:51

Kkkkkkkk tinha que ser a Xandoca, este loko tem o ego maior do que ele mesmo!

Glaucio Dos Santos Brum
10 de novembro de 2025 23:55

É evidente a preocupação de Alexandre, o Grande, em procurar qualquer coisa que incrimine a ação policial e beneficie, de alguma forma, as facções. Por que as imagens do dia 8 de janeiro que desapareceram não foram cobradas? A resposta qualquer um sabe.

Cezar Roldão Schuaste
11 de novembro de 2025 12:34

Sr vanderlei se identificou.

Vanderlei Ochoa
11 de novembro de 2025 11:59

Quaquaquaqua

Fabiano Coitinho
11 de novembro de 2025 00:33

Enquanto isso, os apoiadores do mula batem palmas para a bandidagem.

Vanderlei Ochoa
11 de novembro de 2025 11:59

Tu queria golpezinho de estado, né boneca? Hahahahahahahahh

Miltch Mitch
11 de novembro de 2025 10:16

Violador de direitos humanos está na mais alta corte do Brasil.
Vergonha

Vanderlei Ochoa
11 de novembro de 2025 11:59

Quaquaquaqua….

Junior Mendes Guimares
11 de novembro de 2025 10:34

Esse caraca claramente esta a serviço do tráfico , triste fim terá nosso pais se não pressionarmos de todas as formas para punir esse canalha que se acha dono das leis, usando como quiser a favor ou contra ele achar que deve punir ou liberar !

Vanderlei Ochoa
11 de novembro de 2025 12:01

Se não fosse esse grande XANDÃO, HOJE ESTARÍAMOS EMBAIXO DAS PATAS DESSA DIREITA GOLPISTA E CANALHA. Obrigado XANDÃO. O POVO HONESTO ESTÁ CONTIGO E DENTRO DA LEI E DA ORDEM.

Vanderlei Ochoa
11 de novembro de 2025 12:33

Isso mesmo, um semi-DEUS. DÊ OS PARABÉNS A ELE.

Glaucio Dos Santos Brum
11 de novembro de 2025 12:02

Ao que parece, esse semideus mais uma vez irá investigar, denunciar e julgar sobre o que lhe for conveniente, interferindo na autonomia dos estados e da polícia, intimidando, assim, as operações policiais contra o crime organizado. Bom, é o jeito, uma vez que proibir operações nas comunidades já está manjado.

Jorge Ferreira
11 de novembro de 2025 18:42

cabeca de ovo ,czar ,imperador ,rei , e dono de tribos indigenas ,manda em tudo ,pode isto arnaldo?

Presidente da CBF diz que “não irá permitir xenofobia” contra técnico da Seleção Brasileira
Estudantes da rede municipal de ensino recebem auxílio para compra na Feira do Livro de Porto Alegre
Pode te interessar
16
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x