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Eleições 2026 Aliados dizem a Lula que biografia não vira voto e cobram propostas para o futuro

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Em reunião da bancada, ala jovem fez críticas à condução da campanha e reafirmou necessidade de mudança. (Foto: Ricardo Stuckert)

Deputados federais eleitos ligados à ala jovem do PT fizeram cobranças a Luiz Inácio Lula da Silva e à coordenação da campanha do petista nessa quarta-feira (7). Durante um encontro, os parlamentares afirmaram que apresentar a biografia do presidente e destacar realizações de seus governos não será suficiente para garantir a vitória na eleição. Para eles, a campanha precisa apresentar ao eleitor propostas para o futuro e deixar claro o que Lula pretende fazer caso seja reeleito.

Nos discursos feitos durante a reunião, os parlamentares criticaram a condução da campanha e defenderam mudanças na estratégia adotada até agora. Na avaliação do grupo, é necessário falar menos sobre o que já foi realizado e concentrar a comunicação nas medidas que poderão ser implementadas em um eventual novo mandato.

Os deputados também afirmaram que manter a estratégia utilizada até o momento não será suficiente para conquistar novos votos. Segundo eles, a mudança precisa ocorrer tanto no conteúdo das mensagens quanto na maneira como elas são apresentadas à população. A preocupação é alcançar eleitores que ainda não definiram o voto e ampliar o diálogo para além da militância tradicional do partido.

Entre os parlamentares mais jovens presentes no encontro estavam nomes que tiveram votações expressivas no primeiro turno, como Ana Elisa (PT-MG), Rick Azevedo (PSOL-RJ), Pedro Rousseff (PT-MG), Guilherme Cortez (PSOL-SP) e Fábio Félix (PSOL-DF). A participação desses deputados reforçou a cobrança por uma comunicação que consiga alcançar públicos que não acompanham diretamente as atividades partidárias.

Uma das mudanças que já começou a ser colocada em prática pela campanha é o reforço da presença de Lula nas redes sociais. A avaliação apresentada no encontro é de que a campanha teve forte presença nas ruas, mas acabou concentrada na militância e não conseguiu estabelecer o mesmo nível de comunicação com indecisos e jovens que utilizam as plataformas digitais.

Um dos sinais dessa mudança foram os vídeos em formato selfie publicados pelo presidente nessa quarta-feira. Em uma das gravações, Lula convocou a população a ocupar as ruas. Em outra, abordou a proposta de acabar com a escala de trabalho 6×1 e cobrou o posicionamento do senador Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário na disputa presidencial.

Petistas e aliados de Lula avaliam que integrantes da chamada velha guarda do PT ainda apresentam resistência a algumas das mudanças defendidas na campanha. Ao mesmo tempo, segundo essa avaliação, já existe o entendimento de que é necessário alterar a estratégia para aproximar o presidente da população e das questões presentes no cotidiano brasileiro.

Entre as cobranças feitas ao partido está a necessidade de retomar o diálogo com sua base eleitoral tradicional, especialmente com as classes C e D. A avaliação é de que o PT se afastou desses segmentos nos últimos anos e precisa reconstruir essa aproximação durante a campanha. (Com informações da Folha de S.Paulo)

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