Sábado, 17 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Aliados dizem que Michel Temer pode chegar a 270 votos em seu benefício na votação da denúncia contra ele na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira

Compartilhe esta notícia:

Peemedebista tem contabilizado cada apoio, partido por partido. (Foto: Beto Barata/PR)

Deputados da base aliada do presidente Michel Temer dizem que o peemedebista deverá ter “entre 260 e 270 votos” na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira, quando o plenário vota a admissibilidade da segunda denúncia criminal contra ele. Na segunda-feira, o chefe do Executivo recebeu 13 deputados e três ministros em um jantar no Palácio da Alvorada, em Brasília, a fim de fazer um prognóstico detalhado dos votos, partido por partido.

“Nós deveremos ter entre 260 e 270 votos pelo arquivamento da denúncia. Todo esse grupo que esteve com o presidente fez uma reanálise de todos os partidos. Já tivemos uma votação expressiva de 263 e mais três deputados que declararam seu voto no microfone e não no painel”, declarou após o encontro o deputado Beto Mansur (PRB-SP), contador informal de votos do Palácio do Planalto.

O vice-líder do governo cobrou fidelidade da base governista, mas disse que possíveis retaliações de infiéis são tema para depois da votação. Segundo ele, muitos parlamentares na base votam contra e o Planalto deve privilegiar quem vota pró-Temer. Ele admitiu que a liberação de emendas parlamentares ajuda o governo a conseguir votos e que ainda há alguns deputados insatisfeitos com promessas não cumpridas.

“Essa será possivelmente a última chance de parlamentares que se dizem aliados e partidos que se dizem alinhados de estarem na base do governo”, disse Mansur. “Esse é um momento importante para a gente definir a base. Se tivermos uma votação expressiva é lógico que vai refletir em votações futuras como reforma tributária e reforma da Previdência. Quem estiver conosco estará, quem não estiver conosco, vai estar fora do governo.”

Na primeira denúncia, quando o crime em questão era corrupção passiva, Temer obteve 263 votos a seu favor e contra o seguimento da acusação – 227 foram desfavoráveis ao presidente. O resultado da votação de quarta-feira será, segundo partidários de Temer, um espelho da base de sustentação e governabilidade do peemedebista.

“Responsabilidade”

O líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE), disse que os decretos e portarias assinados por Temer nas últimas semanas – que agradaram à bancada ruralista – não têm vinculação com a votação da denúncia. “Isso não é estratégia para a votação”, afirmou.

“O que nós ouvimos de todos os líderes da base é podemos ter uma votação ainda melhor do que na primeira denúncia. A base está consciente do papel de responsabilidade que tem com o País. Os deputados estão unidos em torno da rejeição”, disse Moura.

Participaram do jantar os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Antônio Imbassahy (Governo) e Osmar Terra (Desenvolvimento Social), além dos deputados Baleia Rossi (SP), líder do PMDB, André Moura (PSC-SE), líder do governo no Congresso, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), líder do governo na Câmara, Lelo Coimbra (PMDB-ES), líder da maioria na Câmara, Efraim Filho (PB), líder do DEM, Pauderney Avelino (DEM-AM), Fabio Faria (PSD-RN), Carlos Marum (PMDB-MS), Arthur Lira (PP-AL), Beto Mansur (PRB-SP), Nilson Capixaba (PTB-RO), Evandro Roman (PSD-PR) e Darcísio Perondi (PMDB-RS).

 

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

O juiz Sérgio Moro disse que a prisão preventiva é polêmica mas evita crimes
Há 18 meses em vigor no Brasil, a lei antibullying ainda “engatinha”
Pode te interessar