Domingo, 16 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 1 de dezembro de 2015
Deputados aliados do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tentaram retardar o andamento da sessão de terça-feira do Conselho de Ética da Casa destinada a votar parecer pela continuidade do processo que investiga o peemedebista.
Eles apresentaram questões de ordem questionando o fato de o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), suplente do colegiado, ter “furado a fila” na entrada do plenário para registrar presença. No caso de ausência de um titular, pode votar um dos suplentes da comissão, pela ordem de chegada à reunião. Como Onyx é favorável à continuidade do processo de Cunha, aliados do peemedebista protestaram alegando que ele teria burlado uma “fila” na entrada do plenário para registrar presença e votar no caso de ausência do titular. “O plenário estava fechado. Estávamos ali conversando. Avisei o Onyx, porém ele deu uma de malandro e veio para cá”, disse Sérgio Moraes (PTB-RS). Onyx disse que os computadores estavam liberados e que os demais parlamentares não registraram presença logo que entraram porque não quiseram. O presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD-BA), disse que nada poderia fazer.
A discussão se arrastou e só acabou quando foi dada palavra ao advogado de Cunha, Marcelo Nobre, para que fizesse uma “defesa prévia” do peemedebista. O conselho retoma a questão nesta quarta-feira.
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