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Economia Inflação medida pelo IPCA-15 desacelera a 0,44%, mas fica acima da projeção em março

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Em março, os nove grupos de produtos e serviços pesquisados registraram variação positiva

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Em março, os nove grupos de produtos e serviços pesquisados registraram variação positiva. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

A inflação medida pelo IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15) desacelerou para 0,44% em março, após registrar alta de 0,84% em fevereiro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (26) pelo IBGE.

O resultado ficou acima das projeções do mercado financeiro. Na mediana, as estimativas apontavam avanço de 0,29%, de acordo com a agência Bloomberg, com intervalo entre 0,22% e 0,35%.

No acumulado de 12 meses, também houve desaceleração. O IPCA-15 passou de 4,1% em fevereiro para 3,9% até março.

Divulgado antes do índice cheio, o IPCA-15 é considerado um sinalizador da tendência do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial do país e serve de referência para a meta perseguida pelo Banco Central do Brasil.

Uma das principais diferenças entre os dois indicadores está no período de coleta. O IPCA-15 considera os preços da segunda metade do mês anterior e da primeira metade do mês de referência. No caso de março, a coleta foi realizada entre 13 de fevereiro e 17 de março.

Já o IPCA completo apura os preços ao longo de todo o mês. Por isso, o índice de março ainda não está fechado e será divulgado pelo IBGE em 10 de abril.

Atualmente, o Banco Central persegue uma meta de inflação de 3% para o IPCA no acumulado de 12 meses, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo — o que estabelece um teto de 4,5% e um piso de 1,5%.

Neste mês, o Comitê de Política Monetária reduziu a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. Foi o primeiro corte em quase dois anos — a última redução havia ocorrido em maio de 2024.

Apesar do início do ciclo de queda, analistas projetam um ritmo mais moderado para os próximos meses, diante do cenário internacional mais incerto. A avaliação é que a escalada de tensões no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, pode pressionar os preços do petróleo e gerar impacto sobre a inflação no Brasil.

Nesse contexto, o Copom tende a adotar uma postura mais cautelosa na condução da política monetária.
Juros elevados encarecem o crédito e reduzem o consumo e os investimentos, o que contribui para aliviar a pressão sobre os preços ao longo do tempo. Como efeito colateral, esse movimento pode levar à desaceleração da atividade econômica e do Produto Interno Bruto.

Segundo o boletim Focus divulgado pelo Banco Central, a mediana das projeções do mercado para a inflação em 12 meses em 2026 subiu para 4,17%. Apesar da alta recente, a estimativa segue abaixo do teto da meta estabelecida pela autoridade monetária.

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