Quarta-feira, 27 de maio de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia Alta de preços foi mais intensa para os mais pobres em janeiro

Compartilhe esta notícia:

Inflação por faixas de renda mostra que taxa foi de 0,63% para os mais pobres, enquanto mais ricos tiveram alta de 0,34%. (Foto: Reprodução)

A inflação em janeiro foi mais alta para famílias de renda muito baixa. Já as famílias de renda alta sentiram menos o aumento dos preços no primeiro mês do ano. Os números são resultado do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, divulgado nesta terça (15). Veja, abaixo, a inflação de janeiro para cada faixa de renda:

Renda muito baixa: 0,63%
Renda baixa: 0,62%
Renda média-baixa: 0,58%
Renda média: 0,53%
Renda média-alta: 0,51%
Renda alta: 0,34%

Já no acumulado dos últimos 12 meses, quem mais sentiu a alta de preços foram as famílias de renda média-baixa:

Renda muito baixa: 10,5%
Renda baixa: 10,5%
Renda média-baixa: 10,8%
Renda média: 10,6%
Renda média-alta: 9,9%
Renda alta: 9,6%

Para as duas classes de renda mais baixas, os preços aumentaram em todos os grupos analisados no último mês: alimentos e bebidas, habitação, artigos de residência, vestuário, transportes, saúde e cuidados pessoais, despesas pessoais, educação e comunicação.

O grupo que mais puxou o aumento de preços foi o de alimentos e bebidas, principalmente devido às altas de preços de frutas, legumes, carnes, café e óleo de soja. Os alimentos representaram metade da inflação registrada para as famílias mais pobres.

Já entre as famílias de renda média-baixa e de renda alta, os transportes tiveram variação negativa. O alívio é explicado pela queda dos preços de combustíveis, passagens aéreas e transporte por aplicativo.

​Todas as faixas de renda tiveram desaceleração da inflação no mês: os preços subiram menos que nos dois meses anteriores.

Impacto

A inflação tem pesado no bolso dos brasileiros, especialmente sobre o consumo de alimentos e combustível. É o que mostra pesquisa recente divulgada pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos).

De acordo com o levantamento, 69% dos entrevistados avaliam que a inflação está impactando principalmente o consumo de alimentos e outros produtos de abastecimento doméstico e 42% apontam que o principal impacto da inflação é no preço do combustível.

A quarta edição do Radar Febraban mostra também que, em caso de melhora da situação financeira e de sobra de recursos do orçamento doméstico, a principal opção de investimento dos respondentes é a compra de imóvel: 35%, sendo este o maior percentual desde o início da série histórica da pesquisa.

Em seguida, vêm os investimentos bancários (22%), a reforma da casa (18%) e a aplicação na poupança (18%). Recente alta da inflação prejudica a alimentação e o consumo diário, para a quase 70% dos brasileiros neste final de 2021 e 42% avaliam que o principal impacto da inflação é no preço do combustível.

“A pesquisa mostra que a percepção sobre a inflação tem peso relevante pelo impacto direto no poder de compra e na qualidade de vida da população, mas, por outro lado, sugere ainda que o desejo dos consumidores em comprar imóvel em 2022 pode animar o setor imobiliário no próximo ano”, aponta o cientista político e sociólogo Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE), responsável pela pesquisa.

tags: em foco

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Inflação desacelera para todas as faixas de renda em janeiro, diz Ipea
Lucro dos grandes bancos do Brasil atinge recorde de mais de 81 bilhões de reais em 2021
Pode te interessar