Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 3 de setembro de 2015
Após chegar a ser cotado a 3,77 reais nessa quarta-feira, o dólar fechou em alta pelo quarto dia consecutivo, pressionado por preocupações com as contas públicas do Brasil e o risco de o País perder o grau de investimento (selo internacional de
bom pagador).
A moeda norte-americana subiu 1,94%, a 3,759 reais para venda. Este é o maior patamar de fechamento desde 12 de dezembro de 2002, quando a moeda terminou o dia cotada a 3,785 reais, segundo a Reuters.
No ano de 2015, o dólar acumula alta de 41,41%.
Na semana e no mês, há valorização de 4,87% e 3,66%, respectivamente.
Essa forte valorização do dólar comercial refletiu na cotação nas casas de câmbio, que vendem o dólar turismo, valor que é sempre maior do que o divulgado no câmbio comercial. Em casas de câmbio pesquisadas nessa quarta-feira, o valor da divisa chegou a 4,20 reais.
Situação difícil
“Tanto na política quanto na economia, a situação está muito difícil. É provável que o dólar suba ainda mais”, afirmou o superintendente de câmbio da corretora TOV, Reginaldo Siaca, que espera que a moeda norte-americana se aproxime de 4 reais nas próximas semanas.
Na segunda-feira, o governo enviou ao Congresso proposta para o Orçamento de 2016 prevendo gastos maiores do que receitas, acontecimento inédito. Operadores entenderam que a decisão aumenta a chance de o Brasil perder seu selo de bom pagador (grau de investimento) nos próximos meses, o que pode provocar fuga de capitais do País.
Essa perspectiva vem levando investidores a vender ativos denominados em reais, pressionando o câmbio. O movimento resistia mesmo à queda do dólar em relação a outras moedas emergentes, como os pesos chileno e mexicano, um respiro após fortes altas recentes provocadas por preocupações com a desaceleração da economia chinesa. (AG)
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