Quinta-feira, 03 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 16 de outubro de 2015
O governo federal estima que economizará cerca de 7 bilhões de reais com a adoção do horário de verão, que começa neste domingo – os relógios devem ser adiantados em uma hora à meia-noite de sábado. O valor diz respeito aos investimentos que precisariam ser feitos no sistema caso a mudança de horário não fosse adotada. Neste caso, seria necessário atender a uma demanda adicional de 2,6 mil megawatts no período.
A expectativa é chegar a uma redução média de 4,5% na demanda de energia no País no horário de maior consumo, com economia de 0,5% durante todo o período do horário de verão. Os patamares seguem os mesmos do que os registrados em anos anteriores. A economia equivale, aproximadamente, ao consumo mensal de energia de Brasília (DF), que tem 2,8 milhões de habitantes, ou à metade do consumo mensal de uma cidade como Curitiba (PR), cuja população é de 1,7 milhão de pessoas, conforme o Ministério de Minas e Energia.
Esta será a 40 edição do horário de verão no País. A primeira vez ocorreu no verão de 1931/1932.
Queda
O ano de 2015 tem sido marcado pela queda do consumo de energia no País, em meio a uma atividade econômica em recessão e também à forte alta das tarifas de energia. As projeções do governo já levam em conta este cenário, de acordo com o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Luiz Eduardo Barata.
Por conta da escassez de chuvas, que prejudicou o armazenamento nas represas das principais hidrelétricas brasileiras, o governo vinha mantendo ligadas, até agosto, todas as térmicas disponíveis desde o final de 2012. Como essa energia é mais cara, a medida contribuiu para a elevação do valor das contas de luz.
Plano
Também ajudou a aumentar os custos no setor elétrico o plano anunciado pelo governo no final de 2012 e que levou à redução das contas de luz em 20%. O motivo é que, para chegar a esse resultado, o governo antecipou a renovação das concessões de geradoras (usinas hidrelétricas) e transmissoras de energia que, por conta disso, precisaram receber indenização por investimentos feitos e que não haviam sido totalmente pagos.
Essas indenizações ainda estão sendo pagas. O custo tem sido repassado ao consumidor final por meio da elevação das tarifas. (AG)
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