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Variedades Alto luxo: Louis Vuitton perde o posto de grife mais valiosa do mundo para a Hermés, da bolsa Birkin

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A Hermès conseguiu atravessar a queda na demanda por artigos de luxo melhor do que seus concorrentes.

Foto: Reprodução
A Hermès conseguiu atravessar a queda na demanda por artigos de luxo melhor do que seus concorrentes. (Foto: Reprodução)

O valor de mercado da Hermès, famosa pela cobiçada bolsa Birkin, superou o da rival LVMH, conglomerado conhecido pela marca Louis Vuitton que, assim, perdeu o posto de maior grife do planeta.

Nesta terça-feira (15), o valor total da Hermès, considerando a cotação de seus papéis negociados na Bolsa de Paris, atingiu € 249 bilhões, ou R$ 1,656 trilhão. Com isso, ultrapassou o valor de mercado da LVMH, que ficou em € 244 bilhões.

Com isso, a Hermès assumiu não só o posto de grife de luxo mais valiosa do mundo como também de companhia de maior valor de mercado da Bolsa francesa. Passou ainda a ocupar o terceiro lugar entre as empresas mais valiosas da Europa, atrás apenas da desenvolvedora de software SAP e da farmacêutica Novo Nordisk, especializada em medicamentos que têm sido usados também para a perda de peso, como o Ozempic.

Essa reviravolta no ranking do luxo ocorreu após as ações da LVMH caíram 7,8%, refletindo fracos resultados da empresa no primeiro trimestre, quando o conglomerado de luxo sentiu o golpe de uma demanda mais fraca na China e nos EUA, além das pressões pela escalada tarifária da guerra comercial iniciada pelo presidente americano Donald Trump.

“Em ambientes de incerteza, os investidores tendem a buscar qualidade, tendem a buscar segurança, e eu acredito que, no setor de luxo, a Hermès representa claramente isso”, disse Jelena Sokolova, analista da Morningstar. “A LVMH é um pouco mais cíclica do que a Hermès.”

Para a grife francesa, famosa também por suas gravatas e lenços de seda e ainda hoje de propriedade majoritariamente familiar, a chegada ao topo do ranking pode ter um gostinho especial após ter, nos últimos anos, sofrido um “assédio” da LVMH. Em 2010, o bilionário Bernard Arnault, dono da LVMH, revelou que havia discretamente acumulado uma participação significativa na Hermès.

O movimento de Arnault levou os membros da família Hermès a se unirem, o que acabou forçando o empresário – apelidado de “o lobo de cashmere” por suas aquisições implacáveis de marcas tradicionais – a vender suas ações alguns anos depois.

A LVMH, dona de marcas como Louis Vuitton, Christian Dior e Tiffany & Co, registrou em 2024 vendas de € 84,7 bilhões, com um lucro operacional de € 19,6 bilhões de euros. Já a Hermès apurou vendas de € 15,2 bilhões e lucro operacional de € 6,2 bilhões no mesmo período.

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