Quinta-feira, 13 de Agosto de 2020

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Geral Aluna de Sérgio Moro assume culpa por plágio em artigo publicado em coautoria com o ex-ministro da Justiça

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Advogada admite ter cometido plágio. (Foto: Reprodução)

A advogada Beathrys Ricci Emerich admitiu ter cometido plágio em artigo publicado em coautoria com o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. O caso veio à tona após o advogado Marcelo Augusto Rodrigues de Lemos apontar trechos do texto que foram copiados de artigo publicado por ele no site Conjur. Procurado, ele disse que aguarda retratação do ex-juiz da Lava-Jato.

“A redação do artigo foi minha e, infelizmente, acabou acontecendo a falha metodológica consistente na ausência de citação do ilustre autor Dr. Marcelo Augusto Rodrigues de Lemos”, afirmou a advogada. “Reconheço a falha não intencional, mesmo porque não havia motivos para não citar o autor, tendo em vista que o trabalho citou mais de vinte outros autores.”

O texto de 16 páginas assinado por Beathrys com a coautoria de Moro foi publicado na revista Relações Internacionais do Mundo Atual, da Unicuritiba, e discutia lavagem de dinheiro por meio de pagamentos advocatícios.

Em nota, Moro afirmou que sua aluna cometeu um “erro metodológico” ao utilizar dois “pequenos trechos sem citar o autor”.

“O artigo foi retirado da revista, ela já reconheceu o erro e pediu desculpas ao autor. É o trabalho de uma aluna de pós-graduação que cometeu um erro e já o corrigiu, o que é louvável”, afirmou o ex-ministro.

O advogado Marcelo Augusto Lemos, autor do texto plagiado, afirma que recebeu o pedido de desculpas da ex-aluna de Moro.

Destaca, porém, que a responsabilidade do artigo também é do ex-ministro e, por isso, espera um pedido de retratação.

Plágio de ministro

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) informou  que vai investigar suspeita de plágio no mestrado do novo ministro da Educação, Carlos Decotelli. A decisão foi anunciada após o economista Thomas Conti apontar, no Twitter, possíveis indícios de cópia no trabalho do ministro, defendido em 2008 na Escola de Administração Pública e de Empresas da FGV.

Segundo análise feita por Conti com auxílio de um software que identifica trechos similares em textos diferentes, 12% da dissertação de Decotelli tem parágrafos idênticos ao de um relatório do Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) para a Comissão de Valores Imobiliários (CVM), sem a devida citação. O trabalho contaria ainda com parágrafos copiados de ao menos outras três dissertações de mestrado.

A reprodução de trechos de outros trabalhos é comum em dissertações e teses, mas deve ser indicada como tal sempre ao final da sentença, com mais detalhes sobre o autor e a obra nas referências bibliográficas.

“Para quem não tem familiaridade com o mundo acadêmico, não se copia e cola trechos escritos por outra pessoa sem deixar claro que é uma citação e de onde vem a citação. Ainda mais em trechos longos assim”, escreveu Conti no Twitter, sobre o mestrado de Decotelli.

Após a repercussão do caso, a FGV informou a realização de apuração interna. “A Fundação Getulio Vargas vai apurar os fatos referentes à denúncia de plágio na dissertação do ministro Carlos Alberto Decotelli. A FGV está localizando o professor orientador da dissertação para que ele possa prestar informações acerca do assunto”, informou a instituição.

Questionado sobre a suspeita, o MEC informou que “o ministro refuta as alegações de dolo, informa que o trabalho foi aprovado pela instituição de ensino e que procurou creditar todos os pesquisadores e autores que serviram de referência”.

O ministro afirmou ainda, por meio da nota do MEC, que “caso tenha cometido quaisquer omissões, estas se deveram a falhas técnicas ou metodológicas” e se dispôs a revisar seu trabalho para providenciar as devidas correções “caso sejam identificadas omissões”.

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