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Rio Grande do Sul Alvo da Operação Pseudographos, gestão do ex-prefeito de Guaíba repassou mais de R$ 19,3 milhões à empresa investigada por fraude

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Dados estão disponíveis no disponíveis no Portal da Transparência da Prefeitura Municipal de Guaíba.

Foto: Reprodução vídeo
Dados estão disponíveis no disponíveis no Portal da Transparência da Prefeitura Municipal de Guaíba. (Foto: Reprodução vídeo)

Documentos públicos disponíveis no Portal da Transparência da Prefeitura de Guaíba apontam que a administração do ex-prefeito Marcelo Maranata realizou repasses de R$ 19.376.694,01 à empresa Set Service Serviços de Terceirização Ltda., investigada na Operação Pseudographos, deflagrada pela 2ª Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública Municipal.

Os registros de empenhos e pagamentos indicam o volume de recursos destinados à prestadora de serviços, investigada por suspeitas de fraude e uso de documentos falsos. O histórico financeiro também registra alterações nos valores contratuais ao longo do período, com aditivos e reajustes firmados durante a gestão anterior.

A divulgação dos dados no portal oficial do município coloca em evidência as decisões administrativas relacionadas à contratação e à ampliação dos valores do contrato. Os registros permitem acompanhar os pagamentos realizados à empresa, mas, isoladamente, não comprovam a ocorrência de irregularidades nos repasses nem eventual responsabilidade do ex-prefeito.

Ao tomar conhecimento de indícios de irregularidades, a prefeita Cláudia Jardim reabriu o processo administrativo que havia sido arquivado e rescindiu unilateralmente o contrato com a empresa. Também declarou a prestadora inidônea pelo período de quatro anos, aplicou multa e encaminhou denúncias ao Ministério Público, conforme as informações divulgadas pela administração municipal.

A prefeita ainda exonerou o procurador-geral citado na ação, segundo a versão apresentada pelo Executivo, para assegurar a independência das apurações.

O eventual retorno das atividades da empresa, conforme informado pela prefeitura, decorre de uma decisão liminar da Justiça, e não de uma autorização voluntária da atual administração.

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