Terça-feira, 14 de julho de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Saúde Alvo de críticas do ministro da Cidadania por seu trabalho para regulamentar o plantio e o uso da maconha medicinal, o diretor-presidente da Anvisa afirmou que o brasileiro deve “decidir quem tem razão”

Compartilhe esta notícia:

William Dib, diretor-presidente da Anvisa (ao centro), afirmou não querer polemizar com Osmar Terra. (Foto: Reprodução/Anvisa)

Alvo de sucessivas críticas do ministro da Cidadania, Osmar Terra, por seu trabalho para regulamentar o plantio e o uso da cannabis medicinal, o diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), William Dib, afirmou que a “sociedade deve decidir quem tem razão” na disputa. Dib afirmou que a Anvisa discute apenas o medicamento, e não a legalização das drogas, como afirma Terra. As informações são do jornal O Globo.

O papel da Anvisa não é causar polêmica, nem com o ministro, muito menos com o governo. Eu tenho certeza de que nós estamos cumprindo nosso papel. Se ele tem essas opiniões, acho que ele tem que externar e a sociedade deve decidir quem tem razão. Não vou polemizar com o ministro, porque eu insisto que a Anvisa quer debater medicamento à base de cannabis e ele insiste em discutir o efeito deletério de drogas”, afirmou Dib, durante audiência pública realizada pela Anvisa para discutir a cannabis medicinal.

Na semana passada, em entrevista ao site “Jota”, Osmar Terra mencionou a possibilidade de fechar a Anvisa caso as regras sejam aprovadas. Na quarta-feira (31), ao jornal Folha de S.Paulo, classificou a proposta como “um primeiro passo para legalizar a maconha no Brasil”.

A Secretaria Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas está subordinada ao Ministério da Cidadania.

William Dib também comentou as críticas de participantes da audiência que consideram a proposta da Anvisa branda demais e pedem mudanças em pontos como o cultivo e o consumo.

O diretor-presidente admitiu que mudanças podem ser feitas, mas voltou a ressaltar que a agência está focada em medicamentos, e não em outros produtos baseados na cannabis.

Eu acredito que as críticas devem existir, e pode ser até que a gente aperfeiçoe alguma coisa. Mas nós não podemos sair do zero, ou do menos um, e avançar todos os sinais possíveis. Fico preocupado quando as pessoas não leem o projeto e comparam isso com alimento, com chiclete (a base de cannabis). Não há essa possibilidade. Poderia (haver)? Poderia. Mas isso não é programa da Anvisa. Queria muito que a sociedade entendesse que o papel da Anvisa é medicamento.”

Duas resoluções sobre o tema estão sob consulta pública desde junho, até 19 de agosto.

A primeira delas é sobre a liberação do cultivo da cannabis para fins medicinais. Já a segunda, sobre regulação de medicamentos derivados da planta.

Dib espera que a tramitação das propostas seja concluída até outubro.

A consulta pública vai agregar valores para a gente acrescentar, corrigir, avançar. Com certeza vamos ter um produto final que poderá ser levado à diretora colegiada até o final de outubro para apreciação, aprovação e imediata implantação.”

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Saúde

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Chefe da Anvisa estima que até 13 milhões de brasileiros podem se beneficiar da maconha medicinal
Aplicativo de celular que detecta doença renal em alguns minutos é testado no Reino Unido
Pode te interessar