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Geral Amigos, estudiosos e profissionais respeitados: saiba mais sobre os médicos assassinados no Rio de Janeiro

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Médicos de São Paulo foram mortos a tiros em um quiosque na Barra da Tijuca. (Foto: Reprodução)

Três médicos foram assassinados na madrugada da última quinta-feira (5) no Rio de Janeiro. Uma quarta vítima do ataque a tiros ficou ferida. Os quatro profissionais atuam fora do Rio de Janeiro e estavam na cidade para participar de um congresso internacional de cirurgia minimamente invasiva de tornozelo e pé. A Polícia Civil identificou os médicos mortos como Marcos de Andrade Corsato, de 62 anos, Diego Ralf de Souza Bomfim, de 35 anos, e Perseu Ribeiro Almeida, de 33 anos. O sobrevivente Daniel Sonnewend Proença, de 32 anos, foi internado em um hospital na Zona Oeste do Rio. Seu estado era considerado estável.

Pouco antes de uma hora da manhã, quando se preparavam para voltar, do quiosque na Barra da Tijuca onde estavam, ao hotel no qual estavam hospedados, os três foram executados brutalmente por homens armados que desceram de um carro e chegaram no local atirando. Daniel Proença também foi atingido pelos disparos, mas sobreviveu. A principal linha de investigação é de que traficantes tenham confundido os médicos com milicianos.

Mestre do grupo, Marcos Corsato é descrito por amigos e colegas de profissão como uma pessoa sempre alegre e bem-disposta, que estaria vivendo a melhor fase da vida. O médico era considerado um dos melhores na sua especialidade: pés e tornozelos.

“Corsato fez parte das primeiras gerações de plantonistas do pronto atendimento no Sírio (Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo) e levou para a sua carreira a dedicação, sem perder o carinho com os pacientes. Ele era de bem com a vida”, diz Enis Donizetti Silva, anestesista do Sírio-Libanês.

O médico era formado pelo Hospital das Clínicas (HC), também em São Paulo, em 1984, e atualmente atuava no Instituto de Ortopedia do próprio HC e também pertencia ao corpo clínico do Sírio-Libanês.

“Ele era uma pessoa alegre, bem-humorada, não tinha quem não gostasse dele”, diz Jorge dos Santos Silva, diretor do corpo clínico do Instituto de Ortopedia do HC.

No ano em que Corsato se formou na faculdade, nenhum dos seus pupilos à mesa no quiosque da Barra tinha nascido. Natural da pequena Ipiaú, cidade com pouco mais de 40 mil habitantes, no interior da Bahia, Perseu Ribeiro Almeida era casado, tinha dois filhos, de 11 e 2 anos, e havia acabado de comemorar seu aniversário na terça-feira.

“Era um médico que estudou a vida toda e esta foi a primeira vez que ele veio ao Rio. A família está consternada”, disse o cunhado Hugo Dantas, que veio de Brasília para tratar da liberação do corpo.

Perseu trabalhava no Hospital Geral Prado Valadares, na cidade de Jequié, também na Bahia, e em uma clínica particular e um hospital na sua cidade natal. Para vir ao congresso no Rio, havia pedido para seu colega, o também médico ortopedista Edvaldo Correia Lago Junior, para trocar o plantão.

“Era um cara do bem. O pai dele sofreu um acidente de carro e morreu quando ele estava na faculdade. A mãe dele teve que passar por essa tragédia e agora está passando por essa outra com o filho. Acho que o Perseu tava no lugar errado na hora errada”, disse Edvaldo.

Perseu se formou em medicina em Salvador e, assim como Marcos Corsato, era especialista em cirurgia do pé e tornozelo pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas, em São Paulo. A irmã do médico, Lais Ribeiro Almeida, de 29 anos, disse, ainda na manhã de quinta-feira – antes de a hipótese ter sido levantada pela polícia – acreditar que o irmão e seus amigos teriam sido mortos por engano.

“Com certeza foram confundidos”, afirmou. “(Meu irmão) era um ser humano incrível, como pai, filho, irmão e médico.”

Irmão da deputada federal Sâmia Bomfim (Psol-SP) e cunhado do também deputado Glauber Braga (PSol-RJ), o médico Diego Ralf de Souza Bomfim chegou a ser levado para o Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, mas não resistiu aos ferimentos.

Nas redes sociais, Diego postava fotos ao lado da família e com o sobrinho Hugo, filho de Sâmia. Em dezembro de 2021, ele celebrou ter passado o Natal com os parentes. “Primeira foto de nós 8 juntos! Se me perguntarem o que é ter sorte, mostrarei essa foto”, escreveu ele, na postagem ao lado de familiares.

Diego Bomfim era formado em medicina pela Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), em Presidente Prudente, no interior do estado de São Paulo. Era especialista em reconstrução óssea e também – assim como seus colegas – em cirurgia de pé e tornozelo.

“Era a pessoa mais linda do mundo. Íntegro, inteligente, dedicado. Absolutamente carinhoso com todo mundo. Nunca fez mal pra ninguém. Pelo contrário, ele só orgulhava a nossa família”, disse Sâmia Bomfim em entrevista à TV Globo.

Único do grupo a sobreviver ao ataque, Daniel Sonnewend Proença se formou médico pela Faculdade de Medicina de Marília (Famema), também no interior de São Paulo. Em suas redes sociais, mostra apreço pelo judô.

Assim como Diego, Daniel também foi levado ao Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, onde passou por cirurgia. No início da noite foi transferido para uma unidade particular e seu estado de saúde era considerado estável. As informações são do jornal O Globo.

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