Segunda-feira, 24 de Fevereiro de 2020

Porto Alegre
Porto Alegre
31°
Fair

Bem-Estar A Anvisa proíbe a venda de 13 lotes do anticoncepcional Gynera

Medicamento apresentou resultados insatisfatórios quanto ao estudo de estabilidade. (Foto: Divulgação)

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou a suspensão da distribuição, da comercialização e do uso de 13 lotes do anticoncepcional Gynera após a farmacêutica Bayer, fabricante do medicamento, comunicar o recolhimento voluntário do produto.

A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (26). O motivo do recolhimento foram os resultados insatisfatórios em testes de estabilidade, que determinaram um “risco à saúde de classe III”, que significa um baixa probabilidade de que o uso ou a exposição a um medicamento possa causar consequências adversas à saúde.

O Gynera é um contraceptivo oral composto por dois hormônios, um estrogênio (etinilestradiol) e um progestógeno (gestodeno). Todo o estoque destes lotes no mercado devem ser recolhidos. Confira os lotes suspensos:

LOTE VALIDADE
BS01EN6 04/12/2017
BS01F2H 04/12/2017
BS01F2J 04/12/2017
BS01F4A 04/12/2017
BS01FCF 04/12/2017
BS01FJH 28/06/2018
BS01FSK 28/06/2018
BS01G1CC 28/06/2018
BS01G1D 25/08/2018
BS01GJS 25/08/2018
BS01GR4 25/08/2018
BS01GSS 26/10/2018
BS01H6F 26/04/2018

O anticoncepcional

Contraceptivos são as principais ferramentas de planejamento familiar, e o ideal é que antes de adotar um método a mulher siga as orientações de um médico, que levará em consideração o perfil da paciente e também possíveis doenças associadas, assim como pelo fato de que são métodos que possuem hormônios e por isso não é recomendável que sejam automedicados.

Gynera é um contraceptivo oral combinado. Cada drágea contém uma combinação de dois hormônios femininos, o gestodeno (progestógeno) e o etinilestradiol (estrogênio). Devido às pequenas concentrações de ambos os hormônios, Gynera é considerado um contraceptivo oral de baixa dose.  Os contraceptivos combinados reduzem a duração e a intensidade do sangramento menstrual, diminuindo o risco de anemia por deficiência de ferro. A cólica menstrual também pode se tornar menos intensa ou desaparecer completamente.

Segundo a empresa, podem ocorrer distúrbios menos frequentemente em usuárias de contraceptivos contendo 0,05 mg de etinilestradiol (“pílula de alta dose”), como: doença benigna da mama, cistos ovarianos, infecções pélvicas (doença inflamatória pélvica ou DIP), gravidez ectópica (quando o feto se fixa fora do útero) e câncer do endométrio (tecido de revestimento interno do útero) e dos ovários. Este também pode ser o caso para os contraceptivos de baixa dose, mas até agora somente foi confirmada a redução da ocorrência de casos de câncer ovariano e de endométrio.

Anvisa prepara resolução para venda e aplicação de vacinas em farmácias

Uma nova resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que ainda está em elaboração, prevê a imunização em farmácias.
O texto passou por uma consulta pública e agora está na última etapa, antes da decisão da Anvisa. Mas a possibilidade de aplicação das vacinas nas drogarias divide opiniões.

A presidente da SBIM (Sociedade Brasileira de Imunizações), Isabela Ballalai diz que o órgão não é contrário a novidade. Mas a especialista frisa que são necessários cuidados antes e após a administração, se ocorrerem efeitos adversos.

“O posicionamento a SBIM sempre foi, não importa se é nas farmácias, nas clínicas, desde que sejam mantidas as estruturas. Lembrando que vacina passa muito por serviço. A única coisa que preocupa é a não exigência de um médico”.

O presidente do Conselho Federal de Farmácia, Walter Jorge João, afirma que as vacinas são medicamentos e, por esse motivo, poderiam ser vendidas e aplicadas em drogarias.

“A vacina é um medicamento e como tal ela precisa ser comercializada, como prevê a legislação sanitária. Então, elas têm que ser aplicadas em farmácias”.

Segundo a Anvisa, o texto da resolução que estabelece requisitos mínimos para a aplicação de vacinas foi construído com a opinião de diversos especialistas e, em especial, do Ministério da Saúde. O objetivo é garantir mais segurança a população em geral.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Bem-Estar

O presidente Michel Temer recua e deve apoiar nome de lista tríplice para substituir o procurador-geral da República, Rodrigo Janot
Número de pacientes com doença renal crônica triplica em 16 anos no Brasil
Deixe seu comentário
Pode te interessar