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Saúde Anvisa libera a vacina CoronaVac para crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos, com veto a imunossuprimidos

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Esquema vacinal para crianças é o mesmo recomendado para os adultos: duas doses aplicadas em um intervalo de 28 dias

Foto: Divulgação
A vacinação dessas crianças tem sido feita no país de forma isolada e independente em cidades que tinham lotes da vacina disponíveis.. (Foto: Divulgação)

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu nesta quinta-feira (20) autorizar a aplicação da vacina CoronaVac em crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos, incluindo um veto ao uso em pessoas com baixa imunidade.

A decisão foi unânime. Ao todo, cinco diretores votaram a favor da liberação: Meiruze Sousa Freitas, Alex Machado Campos, Rômison Rodrigues Mota, Cristiane Rose Jourdan e o próprio diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres.

Confira os principais pontos da decisão:

A CoronaVac está liberada para público entre 6 e 17 anos. Não pode ser aplicada imunossuprimidos, que são pessoas com baixa imunidade. Aplicação está liberada para público com comorbidades (doenças ou condições prévias que agravam a Covid-19).

Imunização será em duas doses aplicadas em intervalo de 28 dias. Vacina é a mesma usada em adultos, sem adaptação de versão pediátrica. Anvisa não determinou quando começa a vacinação: distribuição de doses, cronograma e alteração de planos dependem dos estados e do Ministério da Saúde.

Até pouco antes das 13h, votaram a favor os diretores Meiruze Freitas (relatora), Alex Machado Campos e Romison Rodrigues Mota, formando maioria pela aprovação. Ainda votam na sessão: Cristiane Jourdan e Antônio Barra Torres.

A decisão foi tomada na análise do segundo pedido apresentado pelo Instituto Butantan para liberação do imunizante contra a Covid-19 para crianças. O Butantan buscava licença para imunizar a faixa a partir de 3 anos, mas a agência optou por aguardar até que mais estudos sejam apresentados sobre crianças abaixo dos 6.

O primeiro pedido do Butantan foi enviado em julho de 2021 e foi negado porque os dados dos estudos apresentados naquele momento foram considerados insuficientes. A segunda solicitação foi protocolada em dezembro e, desde então, Anvisa e Butantan realizaram uma sequência de reuniões e mais de 10 estudos sobre o imunizante foram entregues para a agência.

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