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Saúde Anvisa pede mais dados ao Butantan para avaliar a aprovação da aplicação da CoronaVac em crianças

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O Butantan afirmou que apresentou "dados robustos sobre imunogenicidade e segurança" da vacina

Foto: Divulgação/Ascom/GESP
Esquema vacinal para crianças é o mesmo recomendado para os adultos: duas doses aplicadas em um intervalo de 28 dias. (Foto: Divulgação/Ascom/GESP)

Após uma reunião na tarde de terça-feira (21), a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) pediu mais dados a respeito da CoronaVac – vacina produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac – para avaliar a aprovação da imunização em crianças de 5 a 11 anos.

“A Anvisa vai encaminhar ao instituto uma série de questionamentos sobre dados que ainda não estão presentes no processo e que impedem a conclusão da análise pela agência”, informou a Anvisa em nota publicada na noite de terça.

“Na avaliação dos técnicos da Anvisa e dos especialistas externos convidados, há lacunas importantes nos dados apresentados pelo Butantan que ainda impedem afirmar de forma científica o grau de imunidade gerado nas crianças e adolescentes”, prosseguiu a agência.

Já o Butantan disse que “agradece às associações médicas que participaram da reunião técnica” e informou que, com “foco no pedido para uso emergencial”, apresentou “dados robustos sobre imunogenicidade e segurança do imunizante”.

O Butantan ainda não conseguiu o registro definitivo da CoronaVac no Brasil. Além disso, já teve negado pela Anvisa, em agosto, pedido para uso da vacina em crianças e adolescentes de 3 a 17 anos. Na China, a vacina já é aplicada em crianças acima de 3 anos.

A aplicação do imunizante da Pfizer contra o coronavírus em crianças no Brasil já foi aprovada pela Anvisa.

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