Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 28 de maio de 2021
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sugeriu nesta sexta-feira (28) suspender o ingresso de trabalhadores marítimos de embarcações e plataformas oriundos de países com circulação de novas variantes de covid-19. A agência não informou quais seriam os países barrados.
Em nota, a agência diz que a proposta foi enviada ao grupo interministerial — composto pela Casa Civil, Ministério da Justiça e Segurança Pública e Ministério da Saúde —, ao qual cabem decisões sobre a imposição de medidas de restrição.
“Esses trabalhadores atualmente podem ingressar no Brasil, por via aérea ou marítima, desde que negativados em PCR prévio e não reportando nenhum sintoma na Declaração de Saúde do Viajante (DSV)”, diz a nota.
Dos oito primeiros casos da variante indiana no Brasil seis foram constatados na tripulação de um navio cargueiro que atracou em São Luís, no Maranhão.
Pela sugestão da Anvisa, a tripulação de estrangeiros procedentes desses países ficaria impedida de ingresso no Brasil, e os brasileiros em viagem de retorno desses países precisariam necessariamente cumprir quarentena de 14 dias na cidade de desembarque.
A agência deve enviar também “sugestão relativa à melhor delimitação dos locais para quarentena de casos suspeitos, de acordo com critérios e especificidades de estados e municípios”.
Os secretários estaduais de Saúde pediram ao Ministério da Saúde que adote medidas restritivas com urgência nas fronteiras do Brasil para evitar a entrada de novas variantes do coronavírus, principalmente a cepa indiana.
Nova variante
Maranhão (seis), Rio de Janeiro (um) e Minas Gerais (um) são os Estados com casos confirmados da nova cepa da covid, a variante B.1.617 até esta sexta. São 8 pacientes ao todo.
A análise genética revelou que essa variação apresenta mutações importantes nos genes que codificam a espícula, a proteína que fica na superfície do vírus e é responsável por se conectar aos receptores das células humanas e dar início à infecção.
Em linhas gerais, tudo indica que esses “aprimoramentos” genéticos melhoram a capacidade de transmissão do vírus e permitem que ele consiga invadir nosso organismo com mais facilidade.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) a variante B.1.617 está sendo classificada como um tipo “digno de preocupação global”.
Por enquanto, ainda há muitas perguntas sem respostas sobre a nova cepa e seu impacto no controle da pandemia.
Até o momento, os cientistas não conseguiram estabelecer a sua real velocidade de transmissão e o quanto as mudanças genéticas contidas nessa linhagem interferem na eficácia das vacinas já disponíveis.
Também não se sabe ao certo se a variante está relacionada a quadros de covid-19 mais graves, que exigem internação e intubação.
Com base nas poucas informações disponíveis, o Grupo Independente de Aconselhamento Científico para Emergências (Indie-Sage), do Reino Unido, montou projeções para entender como a cepa pode influenciar a pandemia por lá.
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