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Brasil Ao menos dezessete Estados estão com mais de 100% das UTIs ocupadas

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De janeiro a maio a média de idade das internações, em geral, passou de 66 para 55 anos. (Foto: EBC)

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alerta que “o quadro geral do País se mantém extremamente crítico”, com 17 Estados e o Distrito Federal com mais de 90% das UTIs ocupadas.

A situação é pior do que há duas semanas, quando a Fiocruz alertou que Brasil passa pelo “maior colapso sanitário e hospitalar da história”. Na ocasião, 15 Estados tinham ocupação superior a 90%.

O boletim divulgado na terça-feira (30) destaca que “Estados revelam dificuldades para ampliar o número de leitos de UTI Covid-19 com vistas a atender o acentuado crescimento da demanda”.

Alerta também que “insumos e medicamentos fundamentais para pacientes com covid-19 e outros problemas de saúde também passaram a ser uma grande preocupação frente à perspectiva de esgotamento”.

Estados com taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos acima de 90%:

— Norte: Amapá (100%), Rondônia (98%), Acre (97%) e Tocantins (97%);

— Nordeste: Pernambuco (97%), Piauí (96%), Rio Grande do Norte (95%) e Ceará (94%);

— Centro-Oeste: Mato Grosso do Sul (100%), Mato Grosso (97%), Distrito Federal (97%) e Goiás (94%);

— Sudeste: Minas Gerais (94%), Espírito Santo (94%) e São Paulo (92%);

— Sul: Santa Catarina (99%), Rio Grande do Sul (95%) e Paraná (93%).

Outros 7 Estados apresentam taxas acima de 80% (zona de alerta crítico):

— Norte: Pará (85%);

— Nordeste: Maranhão (88%), Alagoas (86%), Sergipe (86%), Bahia (86%) e Paraíba (84%);

— Sudeste: Rio de Janeiro (88%).

Recorde de mortes

O Brasil voltou a ter seu pior dia da pandemia, com o recorde de 3.950 mortes por covid registradas nas últimas 24 horas, totalizando nesta quarta-feira (31) 321.886 óbitos. Com isso, o mês de março se encerra com o montante de 66.868 óbitos.

Isso é mais do que o dobro das mortes anotadas em julho de 2020, o segundo pior mês da pandemia — quando registramos 32.912 vítimas da doença.

A média móvel de mortes no País nos últimos 7 dias chegou a 2.971, pior marca no índice pelo 6º dia consecutivo. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +42%, indicando tendência de alta nos óbitos pela doença. A média indica que o Brasil anotou pela 1ª vez mais de 20 mil óbitos em uma semana.

Os dados são do último levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h desta quarta.

Já são 70 dias seguidos com a média móvel de mortes acima da marca de mil; o país completa agora 15 dias com essa média acima dos 2 mil mortos por dia; e já é o quinto dia com a média acima da marca de 2,5 mil, aproximando-se agora da média de 3 mil vidas perdidas por dia.

Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 12.753.258 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 89.200 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 75.154. Isso representa uma variação de +5% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de estabilidade nos diagnósticos.

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