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Brasil Aos 39 anos, mulher dá a luz ao 11º filho com a ajuda de policiais militares

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Policiais com o bebê Gabriel e mãe, Maria Edna,  e a avó da criança, Josefa, que auxiliou o parto. (Crédito: Reprodução)

Uma mulher de 39 anos teve o 11º filho em um parto feito às pressas por policiais militares na casa dela, em São Vicente, no litoral de São Paulo. Após o susto, a mãe e o bebê passam bem. Maria Edna dos Santos começou a sentir dores abdominais quando estava em casa, no Parque Bitaru. A mãe adotiva de Edna conta que a família estava prestes a levá-la para o hospital, mas não houve tempo. Um parente resolveu chamar os policiais militares, que estavam em uma unidade móvel perto do local.

Bebê estava na posição invertida. 

Os soldados Danilo Cassiano, Tássia Gabriele Ferreira da Silva e Antonio Roque foram avisados que a mulher estava em trabalho de parto precisando de ajuda. Eles foram até o local e, enquanto Roque ficou no comando da viatura policial, Cassiano e Tássia correram para ajudar a grávida. “Solicitamos o SAMU [Serviço de Atendimento Movél de Urgência], mas antes de chegarem o bebê já começou a sair. A criança estava com as duas pernas para fora e a parte do abdômen. A avó tentando puxar já estava cansada. Eu coloquei as luvas de borracha e comecei a puxar. O crânio não saia e tive que puxar pelo pescoço devagar. A mãe estava fazendo muita força. Se não terminasse logo a criança ficaria sem oxigênio”, conta o policial Cassiano.

Avó auxilou o parto. 

“Não saí nenhum momento do lado dela. Eu já estava sem forças para pegar. Eu fiquei nervosa, pedi socorro. Eu segurei as perninhas e ele [policial] veio trazendo o bebê.  Veio por Deus porque os pés da criança estavam ficando roxos. Sou mãe de sete, mas nunca vi uma coisa dessas. Esse veio pela graça de Deus”, conta a avô da criança, Josefa Cleide Ribeiro dos Santos.

Assim, o menino chamado Gabriel nasceu com 39 semanas,  2.770 quilos e 45,5 centímetros. A avô foi quem escolheu o nome do bebê após o parto feito em casa. “Gabriel porque pedi para São Gabriel me ajudar. É um santo que é um anjo, que fortaleceu a gente”, afirma. O pai do menino, que não é casado com Edna, também viu o filho logo após o nascimento. A ambulância do SAMU chegou logo depois, realizou todos os procedimentos e levou a mãe e o bebê para a maternidade do Hospital São José.

Policiais são recém-formados. 

Gabriel permanece na UTI Neonatal do hospital. Já Maria Edna, que já tem outros dez filhos, está muito feliz e agradeceu a mãe adotiva e aos policiais militares por terem a ajudado a trazer seu filho ao mundo. “Nos formamos há dois meses e foi a primeira ocorrência de impacto que a gente teve. A gente imagina outros tipos de serviço, mas esse surpreendeu. Tem coisa para contar. É gratificante e emocionante fazer isso. É uma vida que a gente ajudou a colocar no mundo”, finaliza Tássia.

 

 

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