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Economia Apenas 2,1 mil bilionários possuem mais riqueza do que 4,6 bilhões de pessoas no mundo

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O estudo aponta que a desigualdade global está em níveis recordes

Foto: Marcos Santos/USP Imagens
O investimento direto no País, de US$ 5,61 bilhões não é suficiente para 'financiar' o déficit externo. (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

Os 2.153 bilionários do mundo possuem mais riqueza do que 4,6 bilhões de pessoas juntas, que correspondem a cerca de 60% da população mundial. Os dados constam em um novo relatório divulgado pela ONG (organização não-governamental) Oxfam.

O estudo aponta que a desigualdade global está em níveis recordes e o número de bilionários dobrou na última década. O relatório chama a atenção para o fato de que essa grande desigualdade está baseada em um sistema que não valoriza o trabalho de mulheres, principalmente das que estão na base da pirâmide econômica. De acordo com a organização, no mundo os homens detêm 50% a mais de riqueza do que as mulheres.

“Além de chamar a atenção para essa desigualdade extrema que não está sendo solucionada, resolvemos dar visibilidade a um tema que não tem visibilidade e que contribuiu para esse acúmulo de riqueza, que é o fato de o cuidado de pessoas não ser remunerado ou ser mal remunerado”, disse a diretora-executiva da Oxfam Brasil, Katia Maia. “Milhões de mulheres e meninas passam boa parte de suas vidas fazendo trabalho doméstico e de cuidado, sem remuneração e sem acesso a serviços públicos que possam ajudá-las nessas tarefas tão importantes”, completou.

Segundo cálculos da Oxfam, o valor monetário global do trabalho de cuidado não remunerado prestado por mulheres a partir dos 15 anos é de US$ 10,8 trilhões por ano, três vezes maior do que o estimado para o setor de tecnologia no mundo.

Katia destacou a forte contribuição da questão de gênero na desigualdade mundial: “Se você juntar os 22 homens mais ricos do mundo, eles têm a mesma riqueza que todas as mulheres que vivem na África”.

Segundo a Oxfam, as mulheres fazem mais de 75% de todo o trabalho de cuidado não remunerado no mundo. Frequentemente, diz a organização, elas trabalham menos horas em seus empregos ou têm que abandoná-los por causa da carga horária com o cuidado de crianças, idosos e pessoas com doenças e deficiências físicas e mentais bem como o trabalho doméstico diário.

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