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Brasil Apenas três em cada dez brasileiras se dizem feministas

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O combate à violência de gênero, por exemplo, é apoiado por 92% das entrevistadas.

Foto: Tânia Rego/Agência Brasil
O combate à violência de gênero, por exemplo, é apoiado por 92% das entrevistadas. (Foto: Tânia Rego/Agência Brasil)

Apesar de a maioria esmagadora das brasileiras defenderem a ampliação dos direitos das mulheres no País, apenas três em cada dez se consideram feministas, segundo pesquisa do Ideia encomendada pelo Instituto Update.

O levantamento, feito no dia 7 de março deste ano com 1.269 pessoas, revela que a maioria das mulheres está comprimida entre dois extremos: enquanto 30% das entrevistadas se declaram feministas, 34% se colocam como não feministas. As demais não souberam responder. O percentual de brasileiras feministas aumenta para 36% entre as mulheres nordestinas e as que têm entre 18 e 34 anos.

A pesquisa, apresentada no livro “Feminismo em disputa: um estudo sobre imaginário político das mulheres brasileiras”, escrito por Beatriz Della Costa, Camila Rocha e Esther Solano, mostra que há predominância de ideias e agendas pró-mulher, muito embora sem identificação clara como pauta feminista.

O combate à violência de gênero, por exemplo, é apoiado por 92% das entrevistadas. Já 83% são favoráveis à equiparação salarial. Outras 77% apoiam uma maior participação feminina na política e 70% votariam em uma mulher negra para presidente.

Radicalismo

Segundo Beatriz Della Costa, cientista social e codiretora do Instituto Update, por um lado é possível constatar que o movimento pelos direitos das mulheres está ganhando mais espaço no Brasil. E o apoio à participação feminina na política também. No entanto, há uma distorção sobre o que é, de fato, ser feminista, o que explica só 30% aceitarem essa definição.

“São 37% as mulheres que consideram as feministas radicais e contra algo, ou seja, não a favor de mais direitos. O que vemos é uma separação perigosa entre o sujeito (feministas) e a ação (feminismo), dando espaço para a cooptação do movimento por grupos antimulheres. O desafio reside em romper com esse imaginário e aproximá-las da ideia de que ser feminista é fundamental para alcançar mais direitos.”

A associação do feminismo ao radicalismo fica ainda mais evidente na pesquisa qualitativa também divulgada no livro. As pesquisadoras Camila Rocha e Esther Solano entrevistaram mulheres que ainda não decidiram seu candidato à Presidência este ano e mulheres que votaram no presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2018 e se arrependeram.

Quando confrontadas com a pergunta “você se considera feminina?”, a maioria delas procurava ressaltar o distanciamento de radicalismos. Frases como “feministas, sim, mas ativistas, não” eram comuns.

Embora façam suas considerações sobre o uso do termo feminista, todas as entrevistadas afirmam almejar o “empoderamento”. Elas defendem que as mulheres tenham a sua própria renda e sejam independentes de parceiros e familiares. Também admitem que o machismo é prejudicial às suas vidas e consideram importantes políticas públicas para conciliar trabalho fora de casa e cuidado com a família.

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