Sábado, 30 de maio de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia Após 3 quedas seguidas, a Petrobras aumentou a gasolina nas refinarias

Compartilhe esta notícia:

O preço médio do litro da gasolina nas refinarias passou de R$ 1,475 para R$ 1,499. (Foto: Agência Brasil)

Depois de três quedas seguidas, a Petrobras anunciou nessa sexta-feira,  que vai reajustar o preço da gasolina nas refinarias a partir deste sábado. O combustível ficará 1,8% mais caro, saindo de 1,9521 reais para 1,9873 reais. Na quinta-feira, a estatal diminuiu 0,45% o custo da gasolina; na quarta, já houve um corte de 0,68%; e na segunda uma queda de 1,37%.

Essa oscilação confirma que a estatal mantém a política de preços baseada no mercado internacional, conforme defendeu o novo diretor da companhia Ivan Monteiro em carta enviada aos funcionários. Implantada na gestão Pedro Parente e que levou ao pedido de demissão do executivo da presidência da empresa na semana passada, a política de preços da Petrobras baseada no mercado internacional prevê que o valor do combustível pode ter variação diária, dependendo da cotação do petróleo.

“A capacidade de estabelecer nossos preços como um reflexo das variações do preço do petróleo, sem perdas para a companhia, e competir de igual para igual neste mercado, são condições essenciais para que a Petrobras seja capaz de cumprir seu papel de empresa que gera riqueza e desenvolvimento”, escreveu Monteiro em carta aos funcionários.

O preço do diesel, que recuou 30 centavos desde o dia 23 de maio, no ápice da greve dos caminhoneiros, será mantido em  2,0316 reais por sessenta dias.

A solução do governo para encerrar a greve dos caminhoneiros – redução do preço do diesel e mudança na periodicidade dos reajustes – precipitou a saída de Pedro Parente da presidência da Petrobras. Quando assumiu o cargo, há dois anos, Parente afirmou que não haveria interferência do governo na política de preços da estatal. Sob sua gestão, a Petrobras registrou no primeiro trimestre de 2018 o primeiro lucro desde a Lava-Jato.

Ritmo dos reajustes

A Petrobras contribuirá com consulta pública que será aberta pela agência reguladora ANP na próxima semana sobre a periodicidade dos reajustes dos preços de combustíveis no Brasil e aguardará resultados da iniciativa antes de decidir se será necessária uma mudança na frequência dos reajustes realizados pela companhia, afirmou a jornalistas nesta quinta-feira o presidente Ivan Monteiro.

Atualmente, a empresa realiza reajustes quase que diários nos preços da gasolina vendida em suas refinarias, refletindo movimentos de indicadores do mercado internacional, como barril do petróleo e dólar, dentre outros fatores.

No caso do diesel, a empresa aceitou interromper os ajustes diários, após o governo federal fechar um acordo com caminhoneiros para encerrar uma greve, contra altos preços do combustível fóssil. A interrupção dos ajustes foi adotada pela Petrobras mediante recebimento de uma subvenção compensatória.

“A Petrobras vai aguardar o início desse processo de consulta pública, que me parece ter dois pilares bem claros que são liberdade e competição… vamos aguardar com calma, vamos contribuir para a consulta e tomar a decisão sobre a atuação comercial da Petrobras após o resultado”, disse Monteiro, após leilão de blocos de petróleo, no Rio de Janeiro.

 

“É importante aguardar o resultado da consulta. Apenas após o resultado da consulta pública vamos contribuir… a companhia vai voltar a discutir de novo, mas não tem nenhuma decisão”, frisou Monteiro. A consulta pública visa obter contribuições da sociedade para a elaboração de uma resolução sobre periodicidade do repasse dos reajustes de preços de combustíveis.

O processo será realizado entre 11 de junho e 2 de julho e é aberto a órgãos e entidades dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, a todo mercado petrolífero, aos consumidores, a segmentos técnicos e ao público interessado no tema.

Ainda no leilão, o diretor-geral da ANP, Décio Oddone, defendeu um mercado livre e competitivo no Brasil. Oddone frisou que a agência não tem intenção de interferir na política de preços da Petrobras ou de qualquer empresa no Brasil.

Segundo ele, a decisão de realizar uma consulta pública sobre o tema veio da ANP em busca de trazer estabilidade ao mercado. “Não vamos interferir na política de preços de empresa alguma e, se fizermos, estaremos fazendo um grande desserviço ao Brasil”, disse Oddone.

 

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

A economia brasileira só é menos vulnerável que a argentina dentre 18 países emergentes
O reator nuclear anunciado por Michel Temer teve a licença ambiental anulada
Pode te interessar