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Mundo Após 58 anos a Boeing encerrou o mês de janeiro sem novos pedidos

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Crise com o 737 MAX e desaceleração do mercado impactaram resultados. (Foto: Reprodução)

Pela primeira vez em quase 50 anos a Boeing encerrou um mês sem nenhum novo pedido, fato registrado em janeiro de 2020. O fato não ocorria desde 1962, época em que a linha de montagem só contava com o 707 em produção e a Boeing ainda trabalhava no projeto do futuro 727. O número de entregas fechou o mês com 10 aviões, dos quais seis 787, dois 777 e dois 767F.

O principal motivo na queda de pedidos e entregas se refere a paralisação do 737 MAX, principal produto da fabricante norte-americana. Com as incertezas de uma data final para retorno das operações, a Boeing optou por paralisar a produção do modelo, afetando seu ritmo de entregas. O mercado também aguarda uma confirmação dos prazos para retomar as análises para novos pedidos, inclusive de empresas que já possuem o 737 MAX encomendados e esperavam já estar adicionando pedidos adicionais.

O chefe da FAA, Steve Dickson, informou que o voo de certificação da aeronave poderá ocorrer nas próximas semanas e afirmou que está satisfeito com os progressos da Boeing na resolução dos problemas.

A Boeing também espera que o primeiro voo do 777-9 permita o mercado voltar sua atenção para o modelo, que promete manter a liderança da família 777 nas vendas de aeronaves de longo curso e grande capacidade. Já o 787 sofre com o desaquecimento do setor, que está crescendo menos do que o esperado, afetando especialmente a faixa de mercado atendido pelo modelo.

South African

Com dívidas bilionária e a urgência de um aporte de 2 bilhões de Rand (US$ 460 milhões), a South African Airways (SAA) iniciou um novo replanejamento de sua malha aérea, cancelando oito destinos internacionais, incluindo São Paulo.

As perdas diárias da SAA de 70 milhões de Rand (US$ 17,2 milhões) tem pressionado o caixa da companhia que luta para manter suas operações. A empresa também anunciou o cancelamento de 150 voos previstos para este mês de fevereiro para reduzir custos. Em janeiro também foram retirados de serviço nove Airbus A340, que foram substituidos pelos A350 XWB.

A partir do dia 29 de fevereiro a SAA irá suspender definitivamente os voos entre Johanesburgo e Luanda, Guangzhou, Hong Kong, Livingston, Luanda, Ndola e São Paulo. A malha internacional ficará restrita, por ora, apenas com Londres, Perth, Nova York, Frankfurt e Washington. Além disso, todos os voos domésticos serão cancelados, exceto os que partem ou tem como destino Cape Town, mas ainda assim de maneira reduzida. A SAA afirma que a Mango, sua companhia low-cost, não sofrerá nenhuma alteração em relação aos seus voos domésticos e regionais. A expectativa é que justamente as operações da empresa de baixo custo consigam manter a conectividade interna, considerada fundamental para sobrevivência da SAA.

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https://www.osul.com.br/apos-58-anos-a-boeing-encerrou-o-mes-de-janeiro-sem-novos-pedidos/ Após 58 anos a Boeing encerrou o mês de janeiro sem novos pedidos 2020-02-13
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