Terça-feira, 21 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 29 de novembro de 2015
Vestindo uma camisa do Flamengo, o torcedor argentino Pablo Álvarez foi preso pela Polícia Federal no estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF), onde se enfrentavam Argentina e Bélgica, no dia 6 de junho do ano passado, durante a Copa do Mundo. Não era para ele estar ali. Um dos chefes dos “barras bravas” – torcedores responsáveis por episódios de violência nos estádios argentinos –, Álvarez estava proibido de entrar no País durante o torneio. Alguns dias antes, já havia burlado a segurança e assistido, em São Paulo (SP), disfarçado de suíço, a outro jogo da Argentina. Nas redes sociais, o torcedor apareceu zombando das autoridades brasileiras.
A falha que permitiu a ele cruzar com facilidade a fronteira e circular livre pelo País não foi a única durante a Copa. Um relatório da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), produzido depois do evento, apontou outros problemas. O documento revelado a autoridades responsáveis pela segurança das Olimpíadas listou brechas na proteção interna dos estádios, que colocaram em risco torcedores e autoridades.
O objetivo de apresentar o relatório foi alertar que os pontos vulneráveis detectados no Mundial não podem se repetir nos Jogos Olímpicos. Um dos casos analisados pela Abin aconteceu em 18 de junho de 2014: cerca de cem torcedores chilenos e argentinos, sem ingresso, invadiram o Maracanã, causando tumulto na sala de imprensa do estádio.
(AG)
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