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Brasil Após cancelar contrato de radares fixos em rodovias federais, Bolsonaro quer acabar com os radares móveis

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Novas regras determinam instalação de placas indicando presença de radar fixo e móvel e divulgação desses locais na internet. (Foto: Divulgação)

O presidente Jair Bolsonaro disse na quinta-feira (23) que conversou com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, para “acabar” com radares móveis em rodovias, já que a PRF (Polícia Rodoviária Federal) é subordinada à pasta de Moro.

“Estou agora conversando com o Sérgio Moro, que a PRF está sob o comando dele. Nós queremos acabar com os radares móveis também, que é uma armadilha para pegar os motoristas”, disse o presidente da República, repetindo a decisão já anunciada de não renovar radares fixos nas estradas.

“Tomei a decisão, entrei em contato com o ministro Tarcísio Freitas, que é da Infraestrutura. Quando conversei com ele, por coincidência, tinha oito mil e poucos novos pedidos de radar em rodovias federais do Brasil todo. Nós engavetamos aquilo lá”, declarou o chefe do Executivo federal.

O presidente disse que acertou com o ministro que qualquer radar ou “pardal” não será revalidado ao término do prazo de validade dos contratos. Ele também citou a redução de acidentes em rodovias federais no feriado da Semana Santa – de 11% em relação ao mesmo período do ano passado – para argumentar contra os radares.

“Você tem que estar preocupado com a sinuosidade da estrada, e não se tem um pardal escondido atrás da árvore”, disse Bolsonaro. O presidente da República reiterou que deve se encontrar com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, para acertar mudanças no Código de Trânsito, entre elas o aumento do número de pontos necessários para perder a carteira de habilitação e da validade do documento. A ideia, segundo ele, é passar de 20 para 40 pontos, mas “o ideal” seria 60. Ele admitiu, contudo, que enfrentaria dificuldades nessa hipótese.

“Vinte pontos se perde com muita facilidade. [O motorista] é emboscado em todo lugar”, disse. “Você não tem mais prazer em dirigir, a qualquer lugar que você vá está cheio de radar. O radar extrapolou a ideia de proteger a vida, é caça-níquel para aumentar a arrecadação. É dinheiro que tira do povo”, argumentou o presidente.

Bolsonaro afirmou que pretende acabar também com os simuladores usados no processo de habilitação. “É um absurdo gastar quase R$ 2 mil pra uma carteira de motorista”, reclamou o presidente.

Em sua transmissão semanal no Facebook, Bolsonaro voltou a defender o cancelamento dos radares fixos em rodovias: “Não tem local de risco. Ninguém é otário de ter uma curva na frente, uma ribanceira, o cara entrar a 80, 90, a 100 por hora. Não é otário, não faz isso aí. Não precisa ter um pardal para multar o cara lá”.

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