Quarta-feira, 28 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 28 de outubro de 2026
"Ressalto o compromisso de toda a Justiça Eleitoral com a vontade soberana do eleitorado, que foi às urnas e legitimamente escolheu seus representantes", afirmou Nunes Marques.
Foto: Antonio Augusto/TSEO presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, divulgou nesta quarta-feira uma nota em defesa da legitimidade das eleições de 2026, após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado na disputa presidencial, divulgar uma carta questionando o processo eleitoral sem provas. Sem mencionar diretamente o parlamentar ou o documento, o magistrado ressaltou o respeito à vontade soberana dos eleitores e afirmou que todos os questionamentos apresentados dentro do devido processo legal serão analisados e respondidos pela Justiça Eleitoral.
“Ressalto o compromisso de toda a Justiça Eleitoral com a vontade soberana do eleitorado, que foi às urnas e legitimamente escolheu seus representantes”, afirmou Nunes Marques.
A manifestação ocorre em meio às repercussões da carta de teor golpista divulgada por Flávio após sua derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, realizado no último domingo.
Embora não faça referência à carta, Nunes Marques destacou que a Justiça Eleitoral está aberta a examinar eventuais contestações, desde que apresentadas pelos instrumentos legais.
“Informo que todos os questionamentos feitos dentro do devido processo legal serão analisados e respondidos”, declarou.
Na nota, o presidente do TSE afirmou que as medidas adotadas pelo tribunal permitiram garantir a segurança do pleito.
“No último domingo (25), foram realizadas as eleições mais inclusivas da história da República brasileira. Mesmo diante da instabilidade na reta final de votação, graças às medidas adotadas e à competência dos técnicos do Tribunal, foi possível avançar com a apuração e entregar um pleito com segurança”, disse.
O segundo turno foi marcado por uma decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prorrogação do horário de votação até as 19h, quando parte das seções eleitorais já havia encerrado os trabalhos. Informações do TSE, porém, mostram que o segundo turno registrou 34.393 votos após as 17h em território nacional. Desse total, 32.399 votos foram computados entre 17h e 18h, 1.981 entre 18h e 19h e 13 após as 19h. Os dados consideram as 497.333 seções eleitorais que tiveram o encerramento registrado depois das 17h.
Nesta quarta-feira, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que deixou o Brasil nesta terça-feira após ser derrotado nas urnas, divulgou duas versões de uma carta de teor golpista. Na primeira, Flávio se autointitula “presidente eleito” do país. Na segunda, atribui a si a condição de “líder do Brasil. Em ambas, o senador levanta, sem provas, acusações contra o resultado das urnas.
(Com O Globo)
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