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Economia Após conversa de Lula e Trump, Brasil e Estados Unidos voltarão a se reunir para discutir tarifaço

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A tarifa adicional de 25% imposta pelos EUA a parte dos produtos brasileiros exportados para aquele país começou a valer no dia 22 de julho. (Foto: Reprodução)

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou que se reunirá na próxima semana com Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos, para discutir o tarifaço aplicado pelos americanos sobre produtos do Brasil. De acordo com o ministro, após o telefonema entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, na manhã dessa sexta-feira (21), Greer entrou em contato para buscar uma agenda com o brasileiro.

“O embaixador Greer fez contato ao término da ligação, dizendo que após a conversa dos dois presidentes ele gostaria de marcar uma reunião”, disse o ministro ao jornal O Globo.

Segundo Elias Rosa, ficou acertado que eles buscarão uma agenda na próxima semana, por videoconferência, para restabelecer as negociações.

“Vejo isso como um bom sinal porque precisávamos, de fato, retomar as negociações, era isso o que o Brasil sempre buscou, trazer ele de volta à mesa”, diz o ministro.

“A ligação do presidente Lula e a sinalização do presidente Donald Trump para a retomada das conversas abrem um novo canal de diálogo e reforçam a perspectiva de uma solução negociada, como sempre foi buscado pelo governo brasileiro”, reforçou o governo em nota.

Lula e Trump se falaram na manhã dessa sexta numa conversa de mais de uma hora de duração e com tom “cordial”. Na ligação, falaram sobre as taxas aplicadas pelo país americano. Segundo nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Lula enfatizou que as alegações que basearam a medida (desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, Pix, etanol e importações de produtos com trabalho forçado) “são infundadas”.

O governo brasileiro tem defendido essa linha nas mesas de negociação desde o começo desse processo. A avaliação é que essas medidas têm teor político, e aliados do presidente da República têm denunciado a atuação de adversários políticos, como Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, para provocar essa taxação.

Na semana passada, o governo brasileiro informou ter notificado os Estados Unidos sobre o início do processo de reciprocidade em razão do tarifaço imposto aos produtos do país. O Brasil foi atingido por duas tarifas pela gestão de Donald Trump: uma de 25%, específica para o país, e outra de 12,5%, que atinge também outras nações.

As taxas se somam, embora haja exceções para determinados produtos da pauta exportadora. A avaliação do entorno petista, no entanto, é que esse processo não avance neste ano. Eles defendem cautela para não tomar decisões precipitadas.

A tarifa adicional de 25% imposta pelos EUA a parte dos produtos brasileiros exportados para aquele país começou a valer no dia 22 de julho. De acordo com Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a medida atinge 15% do volume exportado para os EUA em 2025, ou US$ 5,8 bilhões, sendo que os setores mais impactados são madeira, móveis, máquinas e equipamentos, calçados, produtos cerâmicos e açúcar.

Esse novo tarifaço foi adotado após uma investigação do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês), órgão responsável pela política comercial do país, sobre supostas práticas “desleais” do Brasil que prejudicam as empresas americanas.

A administração de Donald Trump citou, por exemplo, o Pix, o desmatamento, corrupção, entre outros argumentos — todos rebatidos pelo governo brasileiro.

O Brasil foi atingido ainda por uma sobretaxa foi aplicada sob a alegação de, junto com outras 59 nações, falham em barrar a entrada de importações fabricadas com trabalho forçado – 54 foram tarifados em 12,5% e outros seis com 10%. Os argumentos também são rechaçados pela gestão Lula. As informações são do jornal O Globo.

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