Domingo, 04 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 3 de julho de 2026
Após divergências com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro utilizou suas redes sociais nessa sexta-feira (3) para elogiar uma iniciativa do governo Lula (PT). Na postagem, ela celebrou o lançamento da Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, apresentado pelo Ministério da Educação (MEC).
Michelle afirmou que a nova política, que estabelece a educação bilíngue como uma modalidade separada da Educação Especial, promove maior autonomia e protagonismo para a comunidade surda. Segundo a ex-primeira-dama, a medida representa a concretização de um projeto voltado à acessibilidade e à ampliação de oportunidades.
O programa federal tem como objetivo melhorar o acesso, a permanência e o aprendizado de estudantes surdos no país. Dados do MEC indicam que, atualmente, apenas 12% das redes de ensino contam com materiais pedagógicos adequados em Libras e somente 2.501 professores possuem formação continuada em educação bilíngue para esse público.
O levantamento do ministério aponta ainda que provas no formato VídeoLibras alcançam 1,31% dos estudantes. A nova política busca enfrentar a carência de apoio especializado e a reduzida oferta de cursos de pedagogia bilíngue no território nacional.
Repercussão
Segundo aliados de Michelle, a ex-primeira-dama parabenizou a comunidade surda por considerar que a medida atende a uma pauta defendida por ela desde o governo Bolsonaro, quando articulou a criação de uma diretoria voltada à educação bilíngue de surdos.
Nas redes sociais, uma parcela significativa da base bolsonarista se colocou contra Michelle. Deputados, senadores e figuras importantes do PL passaram a compartilhar no WhatsApp uma figurinha da ex-primeira-dama com a camisa do PT. Militantes bolsonaristas também compartilharam reportagens destacando o elogio de Michelle ao programa seguido de frases como “traidora”.
Esse é mais um episódio em uma crise que cresceu na semana passada. A ex-primeira-dama publicou um vídeo afirmando ter levado uma “punhalada” e decidiu expor publicamente o atrito que vive há meses com o enteado Flávio Bolsonaro.
O senador respondeu na mesma noite às acusações de que teria desrespeitado e humilhado Michelle durante uma ligação telefônica. Em suas redes sociais, o pré-candidato pediu desculpas pública à esposa do pai e disse que está “de coração aberto” para ela.
A publicação gerou um debate interno e dividiu o PL entre congressistas que estavam a favor de Flávio aqueles pró-Michelle. Depois de uma série de críticas, Michelle anunciou na terça a saída do comando do PL Mulher e deixou em aberto a disputa.
Flávio e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, se encontraram nessa sexta-feira (3) no Rio de Janeiro, durante um seminário do Partido Liberal. O encontro foi marcado por uma conversa sobre a crise gerada pelo vídeo divulgado por Michelle Bolsonaro, no qual ela expôs atritos com Flávio.
Valdemar tem defendido que Michelle e Flávio se reúnam pessoalmente para superar o mal-estar. No entanto, a ex-primeira-dama tem resistido à proposta.
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Cachorra, querendo se dar bem, até para tirar o Bolsonaro da prisão. Só não vê quem não quer. E muito baixa, chega ser nojenta!
Está é a direita brasileira? Amadores políticos diante da união da esquerda. Enquanto esquerda avança nas pesquisas eleitorais, direita ainda se concentra na disputa de beleza das picuinhas. Seria interessante a direita fazer um curso de como fazer política (para este povo que aí está e como ganhar eleições) com quem sabe jogar o jogo político (esquerda).
Concordo com gênero número e grau.
A direita só está lavando roupa suja em público.
O Feudo Bolsonarista está entregando de bandeija o Lula 4 por picuinhas que não interessam ao País.