Sábado, 04 de Abril de 2020

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CAD1 Após a decisão de Donald Trump de reconhecer Jerusalém como capital de Israel, o presidente palestino não receberá o vice-presidente dos Estados Unidos

Conforme um assessor de Mahmoud Abbas (foto), os EUA "cruzaram uma linha que não deveriam ter ultrapassado." (Foto: Reprodução)

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, não se reunirá com o vice-presidente norte-americano, Mike Pence, que visitará o Oriente Médio neste mês. A negativa é uma resposta à decisão do chefe da Casa Branca, Donald Trump, que na quarta-feira reconheceu oficialmente Jerusalém como capital de Israel, contrariando um consenso internacional e a posição histórica dos próprios Estados Unidos.

“Não haverá nenhum encontro com Pence”, enfatizou o assessor diplomático presidencial Majdi al Jalidi, durante entrevista a uma emissora de rádio da região. Os Estados Unidos cruzaram uma linha vermelha que não deveriam ter ultrapassado.”

Pence pretendia reunir-se com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e depois transferir-se a território palestino para fazer o mesmo com Abbas, as duas visitas que acostumam realizar os representantes norte-americanos quando se dirigem à região.

Revolta

A decisão do polêmico líder republicano provocou uma intensa revolta entre os árabes, que reivindicam que a cidade seja capital de um futuro estado palestino. Na quinta-feira, um dia após a medida assinada por Trump, o grupo islâmico Hamas convocou uma nova intifada, como é conhecida a revolta palestina contra a política de expansão do governo de Israel.

Ainda na quinta-feira, um líder destacado do movimento nacionalista Al Fatah, Jibril Rajoub, disse que Pence não seria bem recebido na Palestina, após o anúncio de Trump, e, embora tivesse mencionado a possibilidade de não recebê-lo, isso não tinha sido confirmado até agora.

Reações

Líderes palestinos se reuniram durante esse sábado em Ramala, a fim de concretizar as medidas que adotarão como reação à declaração de Trump da quarta-feira passada. Dentre elas, cogitam revisar os acordos de Oslo (Noruega), dar por encerrado o papel de mediador dos Estados Unidos no processo de paz, fortalecer a reconciliação palestina e pedir à ONU (Organização das Nações Unidas) que delimite as fronteiras de Jerusalém.

A controversa decisão de Trump, criticada pela ONU e vários membros da comunidade internacional, gerou uma onda de protestos nos territórios palestinos. As manifestações prosseguiram nesse sábado e já custaram a vida de pelo menos quatro pessoas na Faixa de Gaza, duas delas em enfrentamentos com o exército israelense e outras duas em bombardeios sobre a área, em resposta ao suposto lançamento de foguetes contra o território de Israel.

De acordo com informações distribuídas por agências internacionais, a maioria dos feridos em Gaza foram atingidos por munição na parte inferior dos seus corpos, que se somam a outros feridos nos protestos da Cisjordânia, a maior parte com balas de borracha. Para este fim-de-semana, foram convocadas novos protestos em Jerusalém Oriental, Belém e outras cidades cisjordanianas.

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