Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 5 de março de 2016
Relator da representação contra o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) no Conselho de Ética, o colega Telmário Mota (PDT-RR) avaliou que a cassação do mandato do ex-líder do governo na Casa deve se acelerar, caso se confirme a notícia de que ele aderiu à delação premiada. “Se ele fez a delação, é réu confesso e depõe contra si”, frisou Mota, que entregará o relatório prévio sobre o caso na quarta-feira.
O relator também ressaltou que,a partir de agora, só tratará com o senador por meio de documentos. “Não vou procurá-lo por telefone, nem receber telefonema dele”, garante. Na única vez em que falou com Delcídio, teria sido por iniciativa do petista, a fim de desmentir a informação, divulgada na imprensa, de que ele poderia implicar colegas de Senado se fosse cassado. “Ele ligou no mesmo dia, dizendo que jamais faria isso e que não tinha essas informações.” Até aquele momento, ainda não se sabia de uma possível delação.
Mota garantiu não haver força, do governo ou de parlamentares, capaz de influenciá-lo. “Não há nada que me faça aceitar esse tipo de pressão. Vou agir na legalidade, com a minha consciência, sou vice-líder do governo no Senado para defender pautas importantes, não para proteger ninguém”, afirmou. Já os senadores da oposição acreditam que a situação de Delcídio piora com a revelação do acordo de delação. “Acho que a situação ficou insustentável”, disse Tasso Jereissati (PSDB-CE). (AG)
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