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Brasil Após demissão do diretor, ministro afirma que governo irá aperfeiçoar Inpe

Ministro da Ciência, Comunicação e Tecnologia, Marcos Pontes. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

O governo quer aperfeiçoar o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Essa foi a afirmação do ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, durante evento em Florianópolis. Ele participou do Innovation Summit, que segue até esta quarta-feira (14). “Toda essa conversa acabou resultando em um novo produto”, afirmou Pontes.

Ele disse que a ampliação da quantia de satélites está entre as medidas que pretendem tomar. “O que nós vamos fazer, junto com o Ministério do Meio Ambiente, é trabalhar para o aperfeiçoamento, tanto para a captura de imagens, ampliando o número de satélites, quanto para o tratamento dessas imagens, junto com o Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis], para que a entrega seja feita na forma e na velocidade que o Ibama precisa para atuar”, salientou o ministro.

A redução do desmatamento é o objetivo principal, conforme Pontes. “No final de tudo isso, o objetivo é reduzir o desmatamento, ajudando o governo a reduzir o desmatamento para que o Ibama possa cumprir sua função. Não vamos discutir só os números. Temos que discutir as ações para a frente”, disse ele.

Desmatamento

O ex-diretor do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Ricardo Galvão, foi demitido do cargo após o Instituto divulgar uma pesquisa que apontava o aumento do desmatamento na Amazônia. Além de troca de acusações entre ele e Pontes, que também envolveram o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que Galvão estaria “a serviço de alguma ONG”.

Outros temas

Na ocasião, o ministro também falou sobre tecnologias. Conforme ele, até o final de 2019, a intenção é bater a meta de 10 mil pontos de internet banda larga, utilizando o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC). “Acho que vamos passar essa meta, pelo que estou vendo. O que é muito bom”.

“Tenho muito carinho a esse respeito porque quando você vai no meio da Amazônia ou em lugares distantes, nas zonas rurais, as pessoas podem morrer porque é difícil o transporte e o acesso. Mas se tiver um exame antecipado, você pode salvar a vida dessas pessoas”, destacou Pontes, afirmando a possibilidade de parceria também com o Ministério da Saúde.

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