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Economia Após disparada de mais de 10%, preço do petróleo muda direção e cai em meio ao conflito no Oriente Médio

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A disparada de 10,92% que levou a commodity à máxima diária de US$ 119,11 perdeu força ao longo da sessão. (Foto: Reprodução)

Os preços do petróleo dispararam nessa quinta-feira (19), com o Brent, referência do mercado, atingindo seu maior nível em mais de uma semana, ultrapassando os US$ 119 por barril, depois que o Irã atacou instalações energéticas em todo o Oriente Médio, em resposta ao ataque de Israel ao seu campo de gás de Pars Sul.

A disparada de 10,92% que levou a commodity à máxima diária de US$ 119,11 perdeu força ao longo da sessão. Em determinado momento da tarde, por volta das 16h30 (horário de Brasília), o preço do barril estava caindo mais de 1%. O barril do Brent encerrou o dia cotado a US$ 107,43, praticamente estável em relação ao dia anterior.

A disparada do início da sessão começou a perder força durante a tarde, após declarações de um funcionário da Casa Branca, que disse que os EUA não estão considerando proibir a exportação de petróleo. A informação de que Israel está auxiliando os EUA a retomar navegações pelo estreito de Hormuz — onde tráfego está virtualmente paralisado desde que começou o confronto— também ajudou a acalmar o mercado.

O petróleo WTI (West Texas Intermediate) que também esteve em alta na sessão e teve a máxima diária de US$ 100,44 no início da tarde, reverteu a tendência e caía 1,02% ao fechamento, cotado a US$ 94,49.

O WTI tem sido negociado com seu maior desconto em relação ao Brent em 11 anos, devido à liberação das reservas estratégicas dos EUA e aos custos mais altos de frete, enquanto os novos ataques às instalações de energia do Oriente Médio impulsionaram o apoio ao Brent.

O preço do GNL (gás natural liquefeito) também disparou nesta quinta, com alta de 35% nos contratos negociados na Europa.

O índice de referência TTF, que determina o preço de muitos contratos de fornecimento de gás, subiu até 35% para atingir 74 euros (R$ 448,70) por MWh, seu nível mais alto desde o início da guerra, antes de recuar para 65 euros (R$ 394) por MWh. Antes da guerra, o preço estava em torno de 32 euros por MWh.

“A escalada no Oriente Médio, os ataques à infraestrutura de petróleo e a morte da liderança iraniana apontam para uma interrupção prolongada no fornecimento de petróleo”, afirmou Priyanka Sachdeva, analista da Phillip Nova, em uma nota.

Na quarta-feira (18), a QatarEnergy disse que os ataques de mísseis iranianos a Ras Laffan, local das principais operações de processamento de GNL do Qatar, causaram “danos extensos” ao seu centro de energia. O local é responsável por 20% da produção mundial de GNL.

Houve também ataques ao porto de Yanbu, no mar Vermelho, que é o único terminal de exportação da Arábia Saudita que dribla o gargalo do estreito de Hormuz. A operação foi paralisada por algumas horas.

Também foi atingida uma refinaria da estatal Saudi Aramco perto de Riad e outra em Haifa, em Israel. Drones também atingiram das unidades de refino no Kuwait, e um projétil provavelmente iraniano acertou um navio ancorado perto dos Emirados Árabes Unidos.

Os ataques iranianos foram uma resposta ao bombardeio de Israel ao campo de gás de Pars Sul, na quarta-feira (18), que é o setor iraniano do maior depósito de gás natural do mundo. O complexo é compartilhado com o Qatar, aliado dos EUA, do outro lado do Golfo.

Israel realizou o ataque ao campo de gás de Pars Sul, mas os Estados Unidos e o Qatar não estavam envolvidos, disse o presidente Donald Trump na noite de quarta-feira.

Ele acrescentou que Israel não atacaria mais as instalações iranianas em Pars Sul, a menos que o Irã atacasse o Qatar, e alertou que os Estados Unidos responderiam se o Irã agisse contra Doha. Em post na sua rede social Truth Social, Trump afirmou que “vai explodir massivamente a totalidade do campo de Pars Sul com uma quantidade de força e poder que o Irã nunca viu ou testemunhou antes” caso os iranianos voltem a atacar Ras Laffan, no Qatar.

O regime iraniano afirmou que o ataque israelense a Pars Sul foi um “grande erro” ao atingir o local que fornece cerca de 70% do gás natural doméstico do país. “Se isso se repetir, os ataques subsequentes contra sua infraestrutura energética e a de seus aliados não cessarão até sua completa destruição, e nossa resposta será muito mais severa”, afirmou o comando operacional Khatam Al-Anbiya. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

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