Domingo, 15 de fevereiro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil O Produto Interno Bruto, o PIB do Brasil, subiu 1% em 2017, primeira alta após dois anos seguidos de queda

Compartilhe esta notícia:

Informação é do subscretário de Política Fiscal, Marco Cavalcanti. (Foto: Divulgação)

Após duas retrações consecutivas em 2015 e 2016, ambas de 3,5%, a economia brasileira cresceu 1% no ano passado, informou nesta quinta-feira (01) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O PIB (Produto Interno Bruto) totalizou R$ 6,6 trilhões em 2017.

No último trimestre do ano, o PIB aumentou 0,1% em relação aos três meses anteriores, dando sinais de que a recuperação da economia ganhou força após a saída da recessão, no início de 2017. Ante o quarto trimestre de 2016, quando o País ainda estava em recessão, a alta no último período do ano foi de 2,1%. Os números vieram um pouco abaixo do que esperavam analistas do mercado financeiro e o governo. A projeção central de economistas consultados pela agência Bloomberg era de um crescimento de 1,1% em 2017 e de 0,4% no quarto trimestre do ano.

Os números da economia mostram que o País deixou a recessão – iniciada no segundo trimestre de 2014, segundo o Comitê de Datação de Ciclos, da FGV (Fundação Getulio Vargas) – no primeiro trimestre do ano passado. A recuperação começou pelo setor agropecuário e pelas exportações, que deram o primeiro empurrão à economia.

Nos meses seguintes, o consumo saiu do resultado negativo e também o investimento. A indústria voltou a produzir. Todos estimulados por um contexto de taxas de juros cadentes, inflação em declínio e maior circulação de dinheiro na economia com a liberação do FGTS e do FAT. O quarto trimestre foi marcado pela consolidação da retomada em praticamente todas as contas que compõem o PIB, principalmente às relacionadas a demanda doméstica.

Carro-chefe da economia brasileira, responsável por cerca de 70% do PIB, o consumo cresceu 0,1% ante o terceiro trimestre e, na média do ano, a alta foi de 1%. Em relação ao mesmo período do ano passado, a expansão foi de 2,6%. O investimento, que havia despencado 30% durante a recessão, cresceu 2% no quarto trimestre ante os três meses anteriores. Na comparação anual, pela primeira vez desde o início de 2014, o resultado também ficou no positivo: alta de 3,8%. Em 2017, porém, a média ainda ficou negativa em 1,8%.

Dessa forma, a taxa de investimentos (a proporção dos investimentos no PIB) ficou em 15,6%. O Ministério da Fazenda também tinha essa expectativa, após revisão anunciada em dezembro, quando a Secretaria de Política Econômica elevou de 0,5% para 1,1% a previsão para o crescimento econômico neste ano. O PIB per capita, divisão do produto pela população e uma métrica de qualidade de vida, ficou em R$ 31.587, com uma variação de 0,2% ante 2016.

Do lado da produção, a indústria voltou a registrar números positivos, pelo segundo trimestre seguido. O setor cresceu 0,5% no quarto trimestre em relação ao trimestre anterior e 2,7% frente ao mesmo trimestre de 2016. No ano, a indústria ficou estável.

O setor de serviços, muito conectado com o que acontece com o consumo e a massa salarial, também ficou positivo em 0,2% ante o terceiro trimestre, pelo quarto período seguido de alta. Na comparação com o último trimestre de 2016, a taxa ficou positiva em 1,7% e, no ano, registrou crescimento de 0,3%.

População

Economistas observam, porém, que a retomada do PIB não melhorou a “sensação térmica” da população sobre a economia. Silvia Matos, coordenadora do boletim Macro, da FGV, nota que os indicadores de confiança dos consumidores, embora em alta, têm apresentado desempenho inferior ao de empresários. O crédito também ainda não decolou. “Houve uma desinflação importante. O que dificulta a melhora da sensação é o mercado de trabalho, a taxa de desemprego ainda está muito elevada”, explicou.

Dados informados na quarta-feira (28) pelo IBGE apontam que 12,2% da força de trabalho está procurando emprego e não teve sucesso em conseguir uma vaga em janeiro. “Com a recuperação da economia era para a popularidade dos políticos ter aumentado, mas a população não responde”, afirmou a economista.

 

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Prefeito José Fortunati recebe visita de comitiva de Sonderborg, cidade da Dinamarca
Porto Alegre e Sonderborg trocam experiência sobre Orçamento Participativo
Obama dança tango com bailarina durante jantar de Estado com Maurício Macri na Argentina
Obama dança tango e bebe mate na Argentina
Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Pode te interessar