Quinta-feira, 18 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 3 de janeiro de 2018
Após dois presos morrerem em um intervalo de pouco mais de um dia no presídio da Papuda, em Brasília (DF), o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, que defende o deputado Paulo Maluf (PP-SP), divulgou nota na qual manifesta “extrema apreensão” com o ocorrido. As informações são do portal de notícias G1.
As mortes foram confirmadas pela Secretaria de Segurança Pública e são investigadas pela 30ª Delegacia de Polícia. De acordo com as primeiras informações, os dois detentos morreram de problemas cardíacos.
Segundo o advogado de Maluf, os primeiros socorros prestados aos dois detentos foram prestados por um outro preso e faltou estrutura adequada para o atendimento.
Na nota, ele diz que causa “perplexidade” o fato de o presídio ter afirmado ter condições de manter o deputado preso e de tratá-lo no local – Maluf tem câncer de próstata, hérnia de disco, problemas cardíacos e movimentos limitados.
“Afinal, onde estão os médicos de plantão? Onde está a estrutura médica especializada e o pronto atendimento?”, questionou o advogado.
“Pode um cidadão já com 86 anos de idade, tendo problemas graves e reconhecidos hoje, inclusive, pelos médicos peritos do IML – além da cardiopatia, também um câncer de próstata e uma hérnia de disco em estágio grave, com limitação severa de mobilidade, permanecer no falido sistema carcerário?”, disse Castro em outro trecho.
Ainda de acordo com a nota, o caso de Maluf serve para “reflexão” pois, segundo o advogado, caso ele não estivesse detido no presídio da Papuda, as duas mortes não teriam visibilidade.
“O Estado tem que ter a coragem de admitir sua falência. É mais digno e mais humano. A responsabilidade muitas vezes está em assumir a tragédia. A defesa está atenta e espera que o Estado assuma seu papel”, concluiu o advogado.
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