Segunda-feira, 25 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 30 de setembro de 2018
A coligação “O Povo Feliz de Novo” (formada por PT, PCdoB e Pros) ingressou com uma representação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para que a TV Bandeirantes e a rádio Jovem Pan concedam espaço para uma entrevista com o candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad.
A coligação pede “igualdade de oportunidade”, depois que os dois veículos de imprensa transmitiram nesta semana entrevistas com o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). O objetivo da representação é fazer com que a Bandeirantes a Jovem Pan entrevistem Haddad nos próximos dias, antes da realização do primeiro turno, marcado para o domingo que vem.
Segundo a coligação, Bolsonaro teve direito a cerca de 26 minutos na rádio Jovem Pan e a 46 minutos de entrevista com o apresentador José Luiz Datena, na Band, totalizando uma hora de entrevista em sinal aberto. “Ou seja, é claro privilégio dispendido a Bolsonaro pelas emissoras representadas, criando uma profunda desproporcionalidade no pleito que se aproxima”, alega a coligação.
Os advogados da coligação encabeçada por Haddad ainda argumentam que, durante as entrevistas, Bolsonaro proferiu “diversas ofensas ao Partido dos Trabalhadores”, “além de promover diversas alusões que chegam a responsabilizar esta agremiação pelo atentado por ele promovido”.
“Portanto, a partir destas duas vertentes, é evidente que as entrevistas promovidas pelas representadas (Band e Jovem Pan) configuram tratamento privilegiado, o que deve ser imediatamente reparado por este Tribunal Superior Eleitoral”, sustenta a coligação “O Povo Feliz de Novo”.
Globo
No sábado, ao entrar no avião que o levou de São Paulo ao Rio de Janeiro após receber alta hospitalar, Bolsonaro foi recebido com aplausos e vaias e gritos de “ele não” e “ele sim” – em referência à campanha criada nas redes sociais contra o presidenciável – e também de “fascista” e “mito”.
“Um casal que estava do meu lado se recusou a viajar e saiu do avião”, contou a passageira Thais Canella. O voo partiu com 15 minutos de atraso e Bolsonaro ficou na primeira cadeira, poltrona 1-A, cercado por policiais federais da escolta. Os agentes se espalharam pelo avião e bloqueavam quem passava perto da fileira de Bolsonaro.
Eles também acompanhavam até a porta os passageiros que queriam ir ao banheiro. Funcionários da empresa aérea pediam calma a todo momento. Bolsonaro chegou a se virar uma vez e acenou para os passageiros. Ele e a família foram os últimos a embarcar no aeroporto de Congonhas e os primeiros a descer da aeronave no Santos Dumont.
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