Terça-feira, 14 de Julho de 2020

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Brasil Problemas emocionais fazem os brasileiros se endividarem

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(Foto: Freepik)

Questões emocionais e psicológicas podem ser determinantes no aumento do consumo desenfreado e das dívidas de um cidadão. É o que demonstra a pesquisa feita pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito).

Ansiedade, insatisfação no trabalho, crises familiares e o abalo causado por problemas financeiros são alguns dos fatores que contribuíram para o desequilíbrio das finanças e o endividamento.

A psicologia explica que essa impulsividade está ligada à dificuldade das pessoas de adiarem o prazer. “Consumidores com esse perfil compram coisas de que não precisam para satisfazer uma necessidade do ego por prazer imediato”, explicou ao jornal Agora o superintendente de finanças do SPC, Flávio Gomes.

Outra razão, segundo o psicólogo especialista em finanças Celso Sant’ Ana, é a busca pela sensação de pertencimento. “A pessoa quer se sentir parte de um grupo que ela acha legal e poderoso e que usa certo produto, então ela compra, mesmo sem ter condições para isso.”

Na pesquisa, 36% dos entrevistados admitem ter comprado algo para se sentir melhor, enquanto 27% dizem gastar mais do que podem para que consigam se sentir mais atraentes. Dívidas por impulso são mais comuns entre jovens (23,5%, contra 16,5% entre pessoas com mais de 55 anos).
Para Sant’ Ana, a privação do consumo não é o caminho para acabar com os maus hábitos que levam ao endividamento. Ele diz que é necessário mudar os hábitos.

Hábitos

Seis em cada dez pessoas que se endividaram por descontrole ou compras compulsivas não fizeram nenhuma tentativa de sair da situação. Metade delas não vê isso como um problema grave, enquanto 19% acreditam que o comportamento está ligado ao “jeito de ser”. Outros 17% dizem não se incomodar com a situação.

Dívidas quitadas

O levantamento da CNDL e do (SPC Brasil) revelou que o número de inadimplentes que pagaram suas dívidas cresceu 4,93% no acumulado dos últimos 12 meses. O resultado registrado em agosto deste ano é o mais expressivo desde setembro de 2015, quando o índice cresceu 5,8%. Na comparação mensal entre agosto e julho, o avanço da recuperação do crédito foi de 4,2%.

Os dados indicam que o volume de quitação de dívidas foi mais expressivo na Região Centro-Oeste, com crescimento de 12.39%. Em seguida, vêm as regiões Sudeste (8,31%) e Nordeste (7.09%). Nas regiões Norte e Sul, entretanto, caiu o volume de inadimplentes que regularizaram a situação financeira – os índices foram de -10,38% e -3,10%, respectivamente.

No recorte analisado de acordo com a faixa etária, a maior parte das pessoas que quitaram suas dívidas tem entre 39 e 49 anos, representando 44% do total. Depois, aparecem os consumidores que têm mais de 65 anos (13%) e os jovens entre 18 e 29 anos (12%). No recorte por gênero, as mulheres foram as que mais puseram as contas em dia, totalizando 52% contra 48% dos homens.

Segundo o SPC, o aumento da recuperação do crédito no País tem se mantido neutralizado devido à entrada de novos devedores ao longo dos últimos meses, em decorrência dos efeitos da crise e do desemprego. Para o SPC, a inadimplência no país atinge a marca de 41% da população adulta do país.

Os dados do Indicador de Recuperação de Crédito mostra a evolução mensal do volume de devedores que deixaram o cadastro de inadimplentes com base no registro de saída de CPFs das bases a que o SPC tem acesso.

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