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Política Tarifaço: pesquisas e monitoramentos de redes sociais feitos pelo Palácio do Planalto revelam que a associação de Flávio com as medidas de Trump tem sido um tiro no pé para a campanha bolsonarista

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Após o tarifaço, o candidato do PL também passou a perder votos de eleitores da direita que se mostram independentes. (Foto: Reprodução de vídeo)

O PT lançou a campanha “O Brasil não se entrega” como contraponto ao início do tarifaço de 25% imposto pelo governo de Donald Trump sobre os produtos brasileiros. A campanha nas redes sociais é repleta de imagens que associam o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao tarifaço e mostra o impacto da medida no cotidiano da população.

A ideia da mobilização é responder à ofensiva dos Estados Unidos com o debate da soberania nacional – eixo da estratégia de Lula na disputa pela reeleição –, traduzindo para os eleitores o que significa, na prática, o tarifaço sobre o emprego, as empresas e o agronegócio, por exemplo. Os vídeos também vão mostrar a importância de defender o Pix.

“Eu estarei com o pé na estrada para junto desse povo levantar a cabeça e não deixar entregar o Brasil aos americanos”, diz Lula em um dos vídeos.

“Tiro no pé”

Pesquisas e monitoramentos de redes sociais feitos pelo Palácio do Planalto revelam que a associação de Flávio com as medidas de Trump tem sido um tiro no pé para a campanha bolsonarista. Por isso mesmo, a estratégia do PT consiste em explorar esse desgaste.

Um levantamento da Genial/Quaest divulgado na semana passada indicou que, após o tarifaço, o candidato do PL também passou a perder votos de eleitores do espectro ideológico da direita que hoje se mostram independentes. Embora os vídeos da nova campanha do PT não sejam veiculados em canais do governo, o grupo de WhatsApp intitulado “Porta-Vozes do Lula” espalha a mensagem com declarações de ministros e até do vice-presidente Geraldo Alckmin.

“A nossa democracia e a nossa soberania são inegociáveis para que tenhamos um país com justiça, igualdade e oportunidade”, disse Alckmin no grupo de WhatsApp, nesta quarta-feira. “Por isso, precisamos continuar dialogando com serenidade. Aqui a porta está aberta para todos, independentemente de credo, idade, partido ou canto do País. O que nos une é muito maior: é o nosso compromisso com o Brasil”, completou o vice-presidente.

O tarifaço entrou em vigor na quarta (22) e atinge 18% das exportações brasileiras. O governo não vai adotar agora medidas de reciprocidade. “A ideia não é retaliação”, afirmou Alckmin. “Se for olho por olho, o que pode acontecer é os dois ficarem cegos.” (Com informações de O Estado de S. Paulo)

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