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Mundo Após início do bloqueio naval dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz, Trump ameaça “eliminar” navios iranianos

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Trump afirmou que embarcações militares iranianas que se aproximarem da área serão “imediatamente eliminadas”. (Foto: Reprodução)

O bloqueio naval dos Estados Unidos contra o Irã entrou em vigor nessa segunda-feira (13), após o prazo estabelecido pelo presidente Donald Trump para restringir o acesso marítimo a portos iranianos terminar às 11h (no horário de Brasília). A medida foi acompanhada por ameaças diretas do líder americano, que afirmou que embarcações militares iranianas que se aproximarem da área serão “imediatamente eliminadas”. Em publicação separada, chegou a afirmar que os EUA utilizariam “o mesmo sistema de morte” empregado contra aqueles suspeitos de tráfico de drogas no mar, classificando-o como “rápido e brutal”.

“Aviso: se qualquer um desses navios chegar perto do nosso BLOQUEIO, será imediatamente ELIMINADO”, escreveu Trump nas redes sociais pouco depois do horário previsto para o início do bloqueio.

Mais de 15 navios de guerra dos EUA estariam posicionados para apoiar a operação, segundo relato de uma autoridade ao Wall Street Journal (WSJ). Sem oferecer mais detalhes, o presidente afirmou que 158 navios foram “completamente obliterados”, ressaltando que o que ainda não foi atingido foi “o pequeno número do que eles chamam de ‘navios de ataque rápido’, porque não os considerávamos uma grande ameaça”.

Segundo o presidente 34 navios passaram pelo estreito no domingo, o maior número desde que o Irã bloqueou a passagem. Falando à imprensa mais tarde, Trump disse que as “pessoas certas” no Irã ainda querem fazer um acordo com os EUA. Também sem fornecer detalhes, o republicano disse que o governo americano foi “contatado pelo outro lado” por “pessoas apropriadas” que “querem trabalhar em um acordo”. Ele ainda declarou que a República Islâmica não terá uma arma nuclear – um ponto central das negociações.

“Concordamos com muitas coisas, mas não concordamos com isso. Mas acho que eles acabarão concordando”, disse.

Horas depois do anúncio, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, expressou apoio ao bloqueio dos portos iranianos. “O Irã violou as normas (das negociações de paz no Paquistão), o presidente Trump decidiu impor um bloqueio naval”, declarou Netanyahu durante o conselho de ministros, segundo um vídeo divulgado por seu gabinete.

“Nós apoiamos, é claro, a postura firme e estamos em constante coordenação com os Estados Unidos”, disse.

Durante negociações no Paquistão no fim de semana, no entanto, os Estados Unidos teriam pedido ao Irã que concordasse em não enriquecer urânio por 20 anos, segundo pessoas familiarizadas com o assunto, suavizando exigências anteriores relacionadas ao programa nuclear de Teerã. No passado, Washington havia exigido que o Irã abrisse mão permanentemente do direito de enriquecer urânio e dependesse de importações estrangeiras do material. A moratória de 20 anos viria acompanhada de alívio das sanções para o Irã.

Em vez disso, segundo autoridades iranianas ouvidas pelo WSJ, Teerã propôs uma pausa de apenas alguns anos, acrescentando que o país também rejeitou a exigência dos EUA de transferir seus estoques de urânio altamente enriquecido para o exterior.

O bloqueio do tráfego marítimo foi anunciado pelo republicano no domingo, após negociações entre EUA e Irã no Paquistão encerrarem sem acordo. As conversas haviam buscado estender um cessar-fogo frágil entre os dois países, em meio a um conflito de seis semanas que já deixou milhares de mortos na região. O impasse envolveu, entre outros pontos, o futuro do programa nuclear iraniano e o controle do Estreito de Ormuz.

O centro United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO), afiliado à Marinha Real britânica, informou que as restrições marítimas estavam sendo aplicadas a embarcações de qualquer bandeira que operem com portos iranianos, terminais de petróleo ou instalações costeiras. Segundo o aviso, as medidas abrangem portos iranianos e áreas costeiras ao longo do Golfo Pérsico, do Golfo de Omã e de partes do Mar Arábico.

O Comando Central dos Estados Unidos já havia indicado anteriormente que o bloqueio seria aplicado “de forma imparcial” contra navios de todas as nações que entrem ou saiam de portos iranianos. Um aviso também indicou que embarcações poderiam ser interceptadas, desviadas ou capturadas. Navios neutros que não tenham feito escala no Irã não seriam impedidos, podendo, no entanto, ser revistados.

O Irã classificou a ameaça como “ato de pirataria” e afirmou que atingirá todos os portos dentro e próximos ao Golfo Pérsico caso seus próprios centros de navegação sejam ameaçados. A segurança dos portos da região é “ou para todos ou para ninguém”, disseram as forças armadas iranianas em comunicado nessa segunda, sinalizando que o Irã está pronto para retomar ataques. O movimento aumentaria as tensões entre os EUA e a China, que compra quase todo o petróleo iraniano. As informações são do jornal O Globo.

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