Domingo, 11 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 8 de julho de 2017
O Exército dos Estados Unidos enviou nesse sábado pelo menos dois aviões bombardeiros para realizar manobras junto com a Força Aérea sul-coreana na península da Coreia, em um novo sinal de advertência após o último teste de armas norte-coreano, anunciaram as autoridades de Seul.
As aeronaves, modelo modelo B-1B Lancer, utilizados em operações estratégicas de longo alcance, decolaram da base aérea de Anderson, na ilha de Guam (no oceano Pacífico) e simularam ataques de precisão em território sul-coreano, informou um porta-voz das Forças Aéreas do país asiático à agência de notícias Yonhap.
As manobras fazem parte de “uma firme resposta à série de lançamentos de mísseis balísticos por parte da Coreia do Norte”, ressaltou a mesma fonte.
Os B-1B Lancers sobrevoaram o Mar do Leste – também conhecido como Mar do Japão – e se aproximaram da fronteira que delimita as duas Coreias. Em seguida, se uniram a caças sul-coreanos F-15K e F-16 na província de Gangwon, no Leste do país, a fim de ensaiar com fogo real ataques a instalações norte-coreanas.
Pyongyang
Na última terça-feira, a Coreia do Norte realizou um novo teste balístico, disparando um míssil intercontinental em direção ao Mar do Japão. De acordo com a imprensa internacional, o artefato é capaz de atingir qualquer ponto do planeta.
O lançamento foi realizado a partir de uma base aérea em Panghyon, mesmo local onde no dia 12 de junho exército da Coreia do Norte testou o míssil o Pukguksong-2, com alcance estimado de 3 mil quilômetros.
Em entrevista coletiva, o porta-voz do governo do Japão, Yoshihide Suga, disse acreditar que o projétil caiu nas águas da Zona Econômica Especial, que abrange uma área de 200 quilômetros além da costa do país.
O teste balístico norte-coreano, o primeiro realizado pelo país socialista desde 8 de junho, ocorreu logo depois de o novo presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terem se reunido em Washington para discutir as ameaças do ditador Kim Jong-un.
Provocação
Além de desafiar os clamores internacionais para que interrompa o seu programa armamentista, a Coreia do Norte teria agido de forma provocativa no episódio da terça-feira. Isso porque a data escolhida, 4 de Julho, tem significado especial para os Estados Unidos: é o Dia da Independência norte-americana.
Pelo Twitter, o presidente norte-americano Donald Trump comentou o lançamento. “A Coreia do Norte acabou de lançar um outro míssil. Esse cara não tem nada melhor para fazer na vida? Difícil acreditar que a Coreia do Sul e o Japão vão aturar isso por muito mais tempo. Talvez a China possa fazer um movimento pesado com relação à Coreia do Norte e acabar com esse absurdo de uma vez por todas”, escreveu o polêmico líder republicano.
Os comentários estão desativados.