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Brasil Após o pedido da defesa, juíza ordena que o jovem que abriu fogo na sala de aula de uma escola em Goiânia fique na delegacia até ser apresentado ao juizado

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Arma pistola .40 usada pelo estudante pertence à mãe dele. (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Após pedido da defesa do estudante de 14 anos que abriu fogo em sala de aula, a juíza plantonista Mônica Cézar Moreno Senhorello determinou neste domingo (22) que o adolescente continue na cela de uma delegacia até que seja apresentado ao Juizado da Infância e Juventude, em Goiânia. O menino está apreendido desde que matou dois colegas e deixou outros quatro feridos.

Na última noite, a magistrada havia ordenado a internação provisória do menino por 45 dias com a transferência imediata a um centro de internação.

A decisão por esperar para mudar o menino de local foi tomada após um requerimento proposto pela advogada dos pais do adolescente, Rosângela Magalhães. A defesa alegou que a família teme pela vida do menino se ele for levado ao Centro de Internação Provisória de Goiânia.

“O centro de internação daqui não é seguro por conta da repercussão do caso, por conta dos pais serem militares, e o pai já coordenou a segurança do batalhão do sistema prisional, o que traz mais insegurança para a vida do menino”, explicou a advogada ao G1.

A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) informou que não possui mais detalhes sobre o parecer da magistrada porque o caso corre em segredo de Justiça. O adolescente deve passar por audiência na segunda-feira (23).

“Falando com o juiz que julgará o caso, vamos buscar uma solução para a internação de 45 dias para que fique em um local sigiloso e seguro”, espera a advogada.

De acordo com Rosângela, o estudante “disse que está arrependido”. “Ele está abalado, como o pai, a mãe, todo mundo. A mãe está internada, o pai visivelmente não está bem. Ninguém imaginava que isso pudesse acontecer”, disse a advogada.

Atentado

O crime aconteceu na manhã de sexta-feira (20) em uma sala de aula do 8º ano do Colégio Goyases, no Conjunto Riviera, em Goiânia. Os disparos aconteceram no disparo entre duas aulas.

Segundo o delegado Luiz Gonzaga Júnior, responsável pelo caso, o autor dos disparos disse que sofria bullying de um colega e, inspirado em massacres como o de Columbine, nos Estados Unidos, e de Realengo, no Rio de Janeiro, decidiu cometer o crime. Filho de policiais militares, ele pegou a pistola .40 da mãe e a levou para a unidade educacional dentro da mochila.

Além de João Vitor, os tiros causaram a morte de João Pedro Calembo, também de 13 anos, e deixaram outros quatros colegas baleados. Um deles, Hyago Marques, recebeu alta neste domingo e já se recupera em casa, mas outros três continuam internados.

O que se sabe até agora:

Veja a sequência dos fatos:

  • Colegas relatam que ouviram um barulho
  • Em seguida, os alunos viram o adolescente tirando a arma da mochila e atirando
  • Alunos correram para fora da sala de aula
  • O aluno descarregou um cartucho, carregou o segundo e deu um tiro, mas foi convencido pela coordenadora a travar a arma
  • Estudante foi levado para a biblioteca até a chegada dos policiais

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