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Brasil Após o prefeito carioca anunciar cancelamento da festa de Ano Novo, governador do Rio de Janeiro diz que a medida ainda depende de reunião

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O anúncio ocorreu pelas redes sociais após casos da variante ômicron da Covid-19 serem confirmados no Brasil.

Foto: Reprodução
No foco da questão estão os temores em relação a variante ômicron do coronavírus. (Foto: EBC)

Poucas horas depois do prefeito Eduardo Paes (PSD) anunciar na manhã deste sábado (4) o cancelamento da festa de Ano Novo na Zona Sul do Rio de Janeiro, o governador fluminense Cláudio Castro (PL) postou nas redes sociais uma informação diferente. Conforme o chefe do Executivo estadual, o assunto ainda não está resolvido.

“Falei há pouco com o prefeito Eduardo Paes e, juntos, decidimos por uma reunião nos próximos dias para chegar a uma decisão sobre o evento. Nesse encontro, participarão técnicos da saúde do Estado e do município”.

Segundo a imprensa carioca, comitês de especialistas das duas instâncias discordam sobre a organização do Réveillon, que costuma atrair milhares de pessoas à orla para acompanhar apresentações culturais e a tradicional queima de fogos-de-artifício.

A discordância se dá entre defensores de que a evento seja novamente cancelado (a exemplo do que aconteceu no fim de 2020) e partidários da hipótese de que a celebração seja mantida, desde que mediante algumas condições. No foco da preocupação está o temor em relação a variante Ômicron.

O que disse o prefeito

Na mensagem divulgada pela manhã, o prefeito Eduardo Paes atribuiu a sua decisão à manifestação do comitê científico do governo do Estado, “diferente do que o governador vinha me dizendo”. Ele acrescentou:

“Mas também é óbvio, o governador não é cientista. Assim como eu, não controla o comitê científico dele, até porque é difícil. Você vai ficar contestando alguém que estudou a vida inteira para aquilo?”.

Ele garantiu, porém, haver um diálogo constante entre as duas esferas de poder: “Estamos perfeitamente entrosados, não há a menor dificuldade nesse entrosamento”.

Sobre a questão sanitária, Paes sublinhou: “Respeitamos a ciência. Como são opiniões divergentes entre comitês científicos, vamos sempre ficar com a mais restritiva. O Comitê da prefeitura diz que pode, o do Estado diz que não, então não pode”.

O prefeito disse, ainda, que toma a decisão com tristeza, mas que não tem como organizar a celebração sem a garantia de todas as autoridades sanitárias: “Infelizmente não temos como organizar uma festa dessa dimensão, em que temos muitos gastos e logística envolvidos, sem o mínimo de tempo para preparação”.

As autoridades públicas passaram a semana discutindo questões de segurança e sanitária para a realização das festas de fim de ano e que medidas adotar após a chegada da nova variante ômicron ao País.

“Se é esse o comando do Estado (não era isso o que vinha me dizendo o governador), vamos acatar. Espero poder estar em Copacabana abraçando a todos na passagem de 22 para 23. Vai fazer falta mas o importante é que sigamos vacinando e salvando vidas”, disse o prefeito.

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