Sábado, 26 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Após Polícia Federal ter recuperado dados apagados de equipamentos eletrônicos, Mauro Cid é convocado para novo depoimento

Compartilhe esta notícia:

Reportagens apontam que Cid teria usado perfil em rede social para revelar tratativas e reclamado da atuação de investigadores. (Foto: Agência Câmara)

O novo depoimento do tenente-coronel do Exército Mauro Cid, ex-ajudante de Ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, marcado para a próxima terça-feira, 19, em Brasília, é cercado de grande expectativa. A convocação ocorreu após a Polícia Federal (PF) ter recuperado dados que haviam sido apagados de equipamentos eletrônicos (celular e computador) do militar. Cid fechou acordo de delação premiada com a PF, em setembro de 2023, após ter sido preso no âmbito do inquérito que apura fraudes em certificados de vacinação contra a Covid-19, que envolvem também o ex-presidente Bolsonaro.

Em sua delação, ficou acordado que o ex-ajudante de ordens, que está em liberdade provisória desde maio passado, cooperaria também com a investigação sobre os atos do 8 de janeiro de 2023. A partir da recuperação de dados apagados em aparelhos de Cid, acessados por meio de um software israelense, de acordo com fontes da PF, surgiram indícios contra pessoas próximas ao ex-presidente. Cid também está envolvido no esquema de venda de jóias e presentes entregues ao ex-presidente por autoridades estrangeiras.

No novo depoimento, marcado para às 14h de terça, na sede da PF em Brasília, a expectativa é que Cid seja questionado sobre eventuais omissões de sua colaboração premiada, que estaria sendo reanalisada pelos investigadores. Caso a Polícia Federal conclua que o ex-ajudante de ordens não cumpriu as obrigações do acordo, ele poderá ser alvo de um pedido de rescisão da colaboração. A medida não anularia a delação, no entanto, mas cancelaria os benefícios, entre eles, o direito de permanecer em liberdade.

Sem temores

A defesa do ex-ajudante de Ordens de Bolsonaro já declarou que não há nenhum temor de que a delação de Cid seja reavaliada, que é comum que surjam novas informações durante o inquérito e as pessoas investigadas sejam novamente interrogadas. O tenente-coronel foi preso em 3 de maio de 2023, durante a Operação Venire, que investiga a inserção de dados falsos de vacinação contra a Covid no sistema do Ministério da Saúde. Depois de ficar preso até 9 de setembro do ano passado em um batalhão da Polícia do Exército em Brasília, ele firmou o acordo de delação e foi solto por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Investigações apontam que o ex-presidente e integrantes do seu governo redigiram uma minuta que previa uma série de medidas contra o Poder Judiciário, incluindo a prisão de ministros da Suprema Corte. Esse grupo também promoveu reuniões para impulsionar a divulgação de notícias falsas contra o sistema eleitoral brasileiro. Trocas de mensagens rastreadas no celular de Cid revelam que, mesmo que relatórios e reuniões garantindo que as urnas eletrônicas eram seguras, deu-se continuidade à elaboração da minuta do golpe. As informações são da revista Veja.

tags: em foco

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Ministro petista terá nome testado em pesquisa presidencial
Eduardo Bolsonaro diz que Lula não vai ficar confortável após vitória de Trump
Pode te interessar