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Mundo Após prisão, ex-candidato venezuelano reaparece no Capitólio a convite de Trump

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Recém-libertado após meses de prisão na Venezuela, o ex-candidato foi homenageado durante o discurso sobre o Estado da União.

Foto: Reprodução
O republicano declarou que se recusa a aceitar um novo líder iraniano que dê continuidade às políticas de Khamenei. (Foto: Reprodução)

O ex-candidato à presidência da Venezuela, Enrique Márquez, esteve como convidado de honra no Congresso dos Estados Unidos, a convite do presidente Donald Trump, durante o discurso sobre o Estado da União na noite dessa terça-feira (24).

Em sua fala, Trump mencionou a operação militar que resultou na queda de Nicolás Maduro e destacou o caso de Márquez, dirigente do partido Centrados, que havia sido detido em janeiro de 2025.

O presidente se dirigiu à sobrinha do político, Alejandra, que estava presente no plenário. “Alejandra, quero lhe informar que não apenas libertaram seu tio, mas que ele está aqui esta noite para celebrar sua liberdade ao seu lado”, declarou. Em seguida, Márquez surgiu na tribuna e abraçou a sobrinha, visivelmente emocionado, sob aplausos.

O discurso — considerado um dos mais longos dessa tradição política americana — incluiu a apresentação de diversos convidados, entre eles atletas olímpicos e membros da Guarda Nacional que atuaram em Washington. Alguns receberam homenagens e condecorações.

Márquez foi o único convidado estrangeiro apresentado como surpresa. Trump o citou como exemplo dos resultados de sua política de firmeza contra regimes considerados adversários dos Estados Unidos na América Latina.

O presidente afirmou ainda que Washington trabalha com a nova presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, para promover benefícios econômicos a ambos os países e ampliar a libertação de presos políticos.

Segundo Trump, Márquez foi “sequestrado pelas forças de segurança do regime e lançado em uma prisão infame em Caracas” após se opor a Maduro. Ele permaneceu detido até o início deste ano.

Márquez foi um dos opositores que não reconheceu o resultado das eleições de julho de 2024 na Venezuela, posição também adotada pelos Estados Unidos e pela União Europeia. Sua libertação ocorreu após a aprovação de uma lei de anistia, em meio à pressão internacional.

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