Quinta-feira, 13 de Agosto de 2020

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Brasil Após queda de ciclovia com duas mortes, buscas serão retomadas na sexta-feira

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Sombra foi vista no mar, bombeiros retomaram buscas, mas era um galho. (foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

As buscas por uma terceira vítima do desabamento da ciclovia Tim Maia, na Avenida Niemeyer, na Zona Sul do Rio, que foram retomadas após uma pessoa ver uma sombra no mar próximo às pedras, terminaram por volta das 19h desta quinta-feira (21). Os bombeiros concluíram que a sombra era, na verdade, um galho na água.

Pelo menos duas pessoas morreram após o desabamento de parte da ciclovia. As buscas vão recomeçar nesta sexta-feira (22), às 8h.

De acordo com o comandante das Unidades de Salvamento Marítimo, Marcelo Pinheiro, ainda podem haver corpos no mar e eles podem ter entrado nas fendas das pedras. Ainda segundo o bombeiro, não foi possível mergulhar nesta quinta porque o mar estava muito violento, mas pode ser que algum corpo apareça quando a maré baixar.

A 15ª DP (Gávea) abriu inquérito para investigar o desabamento. Em nota, a Polícia Civil informou que a perícia já esteve no local e um helicóptero do Serviço Aeropolicial (Saer) auxiliou na buscas.

Engenheiro é uma das vítimas
Foi identificado como Eduardo Marinho Albuquerque, de 54 anos, um dos mortos no desabamento. Quem o reconheceu foi o cunhado, João Ricardo Tinoco, que foi ao local a pedido da irmã, Eliana Tinoco, a viúva do engenheiro. A segunda vítima, de acordo com informações da polícia, é Ronaldo Severino da Silva, de 60 anos. Uma terceira vítima ainda é procurada.

“Ele falou que ia chegar ao meio-dia em casa, aí a minha irmã, que é médica e estava indo operar, sentiu um aperto no coração e pediu para eu ligar e ele sempre corre naquela direção da Niemeyer, que é bonita. Ela me ligou e pediu uma ajuda. Como eu estava aqui pertinho, eu parei o carro e vim ver se era ele. Eu que vi pela primeira vez [o corpo]. Não ficou boa essa ciclovia, porque se logo no início já caiu. Realmente foi uma fatalidade horrível. Ele era corredor, sempre corria”, contou o cunhado de Albuquerque.

“Imperdoável”, diz Prefeitura
O secretário Executivo de Governo, Pedro Paulo Carvalho, garantiu que não há riscos de novos desabamentos e classificou o acidente como “imperdoável”. O mesmo adjetivo foi usado pelo prefeito Eduardo Paes, em nota divulgada pouco depois.

“É imperdoável o que aconteceu, já determinei a apuração imediata dos fatos e estou voltando para o Brasil para acompanhar de perto”, disse o prefeito, que saiu à noite do Rio para acompanhar o acendimento da tocha olímpica na Grécia. (AG)

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