Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 23 de setembro de 2018
Após uma semana marcada pela polêmica divulgação de seu plano de reforma tributária – que propõe substituir atuais tributos por uma única cobrança semelhante a da antiga CPMF –, o economista Paulo Guedes visitou, neste domingo (23), o candidato à Presidência nas eleições 2018 Jair Bolsonaro (PSL). Internado no Hospital Albert Einstein após sofrer um ataque durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG), o presidenciável aproveitou o momento para mostrar um clima de harmonia entre os dois publicando uma foto em suas redes sociais. “Sempre juntos na busca da Ordem e Progresso!”, diz a mensagem.
Bolsonaro também utilizou o Twitter para reiterar sua intenção de reduzir o número de ministérios e “extinguir e privatizar” parte das estatais brasileiras, que ele classifica como gastos desnecessários.
“Assumi compromisso de reduzir número de ministérios, extinguir e privatizar grande parte das estatais que hoje existem. São gastos desnecessários que devem atender a população. Recusar acordões que negociam cargos em troca de apoio já faz parte deste objetivo”, disse o candidato na rede.
Na quarta-feira (19), Bolsonaro chegou a rebater as declarações de Paulo Guedes na rede social: “Chega de impostos é o nosso lema!”, afirmou. Em evento, o general Hamilton Mourão também se disse contrário à criação de novos impostos. “É um tiro no pé”, declarou.
Em uma aparente articulação com a dupla, Guedes aproveitou o sábado (22), para almoçar com Mourão no Rio de Janeiro. Segundo ele, os dois falaram pouco sobre política e discutiram temas como economia e infraestrutura.
Encontro
Paulo Guedes e o candidato à vice na chapa, general Hamilton Mourão, tiveram seu primeiro encontro no sábado, no Rio de Janeiro. A conversa aconteceu durante o almoço e foi confirmada por Guedes, que saiu de casa por volta de 12h. Ele não quis, porém, dar detalhes do encontro, mas disse que permanecerá à frente da estratégia econômica da campanha, negando rumores que circularam no mercado financeiro.
“Eu coordeno uma equipe de mais de 30 economistas que trabalham no programa econômico e o general Mourão coordena uma equipe semelhante na área de infraestrutura. São áreas que conversam. Não falamos de política no encontro”, afirmou Guedes.
Guedes também não quis comentar as últimas polêmicas em que foi envolvidos, como as propostas de retomar a cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), de alterar as alíquotas do Imposto de Renda e de implementar um sistema de votos programáticos no Congresso Nacional.
Nos últimos dias, Guedes e Mourão se envolveram em várias polêmicas e acabaram sendo desautorizados por Bolsonaro, enquanto o presidenciável estava na unidade de tratamento semi-intensivo do Hospital Albert Einstein, com restrições de visitas, após ser submetido a segunda cirurgia decorrente da facada que levou em um evento de campanha, em Juiz de Fora (MG). O candidato do PSL pediu que eles interrompessem a agenda de campanha. Desde então, nem Mourão nem Guedes participaram de eventos públicos.
Guedes passou a manhã em sua casa, no Leblon, zona sul do Rio, depois de ter cancelado a participação em um debate com economistas de presidenciáveis realizado na manhã de sábado pela XP Investimentos, na capital paulista. De acordo com o mediador do painel, jornalista Valdo Cruz, ele alegou problemas de agenda para desmarcar o compromisso.
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