Quarta-feira, 19 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 28 de janeiro de 2018
O empresário Eike Batista, que protagonizou uma das maiores falências da história brasileira e está sendo investigado pela Operação Lava-Jato, após um ano longe das redes sociais, anunciou pelo Twitter que está de volta. Em dois posts, o empresário conclamou aos seus mais de 1,2 milhão de seguidores para ficarem ligados em seu novo canal no YouTube e Instagram, “onde estarei contando um pouco da minha trajetória”.
O empresário acrescentou que “poucos sabem, mas são mais de 36 anos de dedicação ao Brasil”. E ainda arrematou: “Nestes canais falarei sobre projetos únicos e estruturantes que revolucionaram nosso querido Brasil nas áreas de superportos, mineração e geração de energia em larga escala, assim como trabalhos na área social melhorando a vida de muitos brasileiros.
Eike Batista não forneceu os endereços em seus dois posts, publicados na sexta-feira e os dois perfis, em tais canais, não foram localizados.
Eike Batista já chegou a ser o homem mais rico do Brasil e o sétimo do mundo, com uma fortuna superior a US$ 30 bilhões. De acordo com o blog Bastidores das Empresas, da revista IstoÉ Dinheiro, seus projetos de infraestrutura foram pouco a pouco falindo, à medida que as promessas feitas pelo empresário não se cumpriam.
A petroleira OGX, a maior empresa do império X, como eram conhecidas as companhias de Eike Batista, entrou em recuperação judicial em 2013, com dívidas de R$ 13,8 bilhões. Em seguida foi a vez do estaleiro OSX, com dívidas de R$ 4,5 bilhões.
Um a um de seus projetos foram ruindo ou diminuindo drasticamente de tamanho. Endividado, Eike Batista teve vender boa parte deles. Da fortuna de mais de US$ 30 bilhões, quase nada sobrou. Ele continuou sendo um bilionário, mas com um patrimônio negativo de US$ 1 bilhão.
O empresário também foi preso preventivamente em janeiro de 2017, quando foi deflagrada a operação Eficiência, um desdobramento da Calicute, braço da Lava-Jato que investiga crimes de lavagem de dinheiro para ocultar aproximadamente US$ 100 milhões e levou à prisão do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB). Eike é acusado de corrupção e lavagem de lavagem de dinheiro. Em abril do mesmo ano, ele foi solto e passou para o regime de prisão domiciliar.
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