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Brasil Após um ano longe das redes sociais, Eike Bastista anunciou no Twitter que estará no YouTube e no Instagram

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A maior novidade é o uso de empresa fantasma pelo ex-bilionário para manipular ações e fazer transações com informação privilegiada. (Foto: Fábio Pozzebom/ABr)

O empresário Eike Batista, que protagonizou uma das maiores falências da história brasileira e está sendo investigado pela Operação Lava-Jato, após um ano longe das redes sociais, anunciou pelo Twitter que está de volta. Em dois posts, o empresário conclamou aos seus mais de 1,2 milhão de seguidores para ficarem ligados em seu novo canal no YouTube e Instagram, “onde estarei contando um pouco da minha trajetória”.

O empresário acrescentou que “poucos sabem, mas são mais de 36 anos de dedicação ao Brasil”. E ainda arrematou: “Nestes canais falarei sobre projetos únicos e estruturantes que revolucionaram nosso querido Brasil nas áreas de superportos, mineração e geração de energia em larga escala, assim como trabalhos na área social melhorando a vida de muitos brasileiros.

Eike Batista não forneceu os endereços em seus dois posts, publicados na sexta-feira e os dois perfis, em tais canais, não foram localizados.

Eike Batista já chegou a ser o homem mais rico do Brasil e o sétimo do mundo, com uma fortuna superior a US$ 30 bilhões. De acordo com o blog Bastidores das Empresas, da revista IstoÉ Dinheiro, seus projetos de infraestrutura foram pouco a pouco falindo, à medida que as promessas feitas pelo empresário não se cumpriam.

A petroleira OGX, a maior empresa do império X, como eram conhecidas as companhias de Eike Batista, entrou em recuperação judicial em 2013, com dívidas de R$ 13,8 bilhões. Em seguida foi a vez do estaleiro OSX, com dívidas de R$ 4,5 bilhões.

Um a um de seus projetos foram ruindo ou diminuindo drasticamente de tamanho. Endividado, Eike Batista teve vender boa parte deles. Da fortuna de mais de US$ 30 bilhões, quase nada sobrou. Ele continuou sendo um bilionário, mas com um patrimônio negativo de US$ 1 bilhão.

O empresário também foi preso preventivamente em janeiro de 2017, quando foi deflagrada a operação Eficiência, um desdobramento da Calicute, braço da Lava-Jato que investiga crimes de lavagem de dinheiro para ocultar aproximadamente US$ 100 milhões e levou à prisão do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB). Eike é acusado de corrupção e lavagem de lavagem de dinheiro. Em abril do mesmo ano, ele foi solto e passou para o regime de prisão domiciliar.

 

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