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Apostas Apostas esportivas: casas de apostas movimentam economia no Brasil

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Estima-se que mesmo operando sem qualquer legislação, o mercado de apostas esportivas brasileiro movimente cerca R$ 4 bilhões todos os anos

Foto: Divulgação

As loterias de quotas fixas estão em processo de legalização no Brasil desde 2018. A partir do Decreto de Lei 13.756/2018, assinado pelo ex-presidente Michel Temer, as chamadas apostas esportivas online entraram na pauta do Governo Federal, que tem até o final de 2022 para completar a regulamentação desse tipo de jogo.

O processo tem avançado devagar desde 2019. O atual presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, assumiu outras agendas consideradas prioritárias pelo Governo, e a pandemia da COVID-19, no início de 2020, freou completamente o andamento da regulamentação. Apesar disso, diversos especialistas em economia defendem que a legalização das apostas esportivas no Brasil deveria ser uma das prioridades do País.

Estima-se que mesmo operando sem qualquer legislação, o mercado de apostas esportivas brasileiro movimente cerca R$ 4 bilhões todos os anos. Um valor que não fica no país e que passa longe dos cofres públicos.

A falta de legalização é significativa por vários motivos. Existe uma perda de receita anual por parte da União, que poderia ser empregada em projetos sociais, na Saúde, na Educação e em diversos outros setores primários do Brasil. Mas não só: um mercado não regulamentado afasta investimentos estrangeiros, cria desconfiança no mercado global e impossibilita a geração de postos de trabalho internos.

Casas de apostas atuam no Brasil sem terem licença

A Lei hoje é cinzenta. As apostas esportivas não estão legalizadas, mas os cidadãos brasileiros não são proibidos de apostar. Basta visitarem sites de apostas hospedados em servidores fora do Brasil.

Existem dezenas de opções disponíveis. Como não há regulamentação, os sites de casas de apostas estão abertos ao público brasileiro. A maioria está traduzida e localizada para o português, tendo, inclusive, embaixadores e parceiros famosos no país, como os ex-jogadores Rivaldo e Roberto Carlos.

Para o apostador brasileiro e para os sites isso é benéfico. Ambas as partes ganham, pois o serviço não deixa de ser oferecido e não deixa de ser contratado. O problema é justamente não render nada ao país financeiramente. Algo que começou a mudar desde 2018.

Casas de apostas têm potencial para movimentar economia brasileira

Ainda que a regulamentação provavelmente só ocorra entre 2021 e 2022, o Brasil recentemente deu um passo importante em direção a isso. O presidente Jair Bolsonaro assinou um decreto no dia 18 de agosto em que autoriza empresas privadas a explorarem as apostas esportivas.

De acordo com uma matéria publicada no jornal O Sul, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social) será responsável por criar as regras que determinarão a atuação dessas empresas. Acredita-se que em até 10 meses isso possa estar definido, e que o montante movimentado no primeiro ano de regulamentação seja algo próximo dos R$10 bilhões.

Importante salientar que as casas de apostas privadas já desembarcaram no Brasil. Hoje pelo menos 20 equipes brasileiras são patrocinadas por sites de apostas. Caso do Grêmio, que no início de 2020 anunciou contrato de patrocínio de 1 ano de duração com a Betsul.

Essa empresa também patrocina a Chapecoense, o São Paulo e o Atlético Mineiro. E além da Betsul, Sportsbet, Dafabet e outras empresas do segmento já marcam forte presença em território nacional no âmbito do patrocínio de clubes.

Os patrocínios foram possíveis justamente graças ao Decreto de Lei supracitado, assinado por Michel Temer em 2018. A partir de então aumenta mês a mês o número de casas de apostas que oferecem seus serviços aos apostadores brasileiros. Recentemente a gigante europeia Betano também chegou ao Brasil, interessada em participar de um mercado que está prestes a ter um sistema de licenciamento.

A presença dessas marcas no Brasil é de fato uma oportunidade de recuperação econômica para o Futebol nacional. De acordo com o Decreto 13.756/2018, 3% do que for arrecadado com as apostas esportivas será destinado aos clubes. Apenas no primeiro ano da regulamentação, eles podem receber um total de R$ 300 milhões.

A chegada das casas de apostas também é benéfica para a geração de empregos no Brasil. Uma vez que elas representam investimento estrangeiro direto, é provável que novos postos de trabalho sejam criados em nichos específicos. A área de marketing e de TI são exemplos desses nichos.

O panorama futuro em relação às apostas esportivas é positivo. Já é possível perceber resultados da atuação das casas de apostas no país, mas o Brasil ainda tem muito a crescer dentro desse segmento, em especial se comparado a países como Suécia e Reino Unido. Contudo o cenário é promissor. Tudo agora dependerá de quais serão os próximos passos do Governo no comando da regulamentação.

tags: Brasil

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