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Saúde Aprovação da imunização de crianças contra a covid expõe tensão entre Bolsonaro e a Anvisa

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Samara Furtado Carneiro deixará a diretoria de assistência farmacêutica do governo do Distrito Federal para assumir a coordenação do PNI. (Foto: Reprodução)

A aprovação da vacinação de covid-19 em crianças entre 5 e 11 anos na última quinta-feira acirrou as tensões entre o presidente Jair Bolsonaro e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), responsável pela inclusão da faixa pediátrica na bula do imunizante da Pfizer.

Após Bolsonaro afirmar que vai divulgar os nomes de técnicos da Anvisa que aprovaram a vacina contra covid-19 para crianças, o órgão afirmou que é avesso a pressões externas e repudia qualquer ameaça. Em nota, a Anvisa afirmou que está no alvo do “ativismo político violento” e que sua atuação é pautada na ciência.

Em uma live na quinta-feira, Bolsonaro intimidou técnicos da agência responsáveis por avaliar a aprovação da vacina e disse que pediu extraoficialmente a lista de todos os envolvidos para que “todos tomem conhecimento” dos nomes dos técnicos responsáveis pela aprovação.

“A Anvisa, órgão do Estado Brasileiro, vem a público informar que seu ambiente de trabalho é isento de pressões internas e avesso a pressões externas”, diz a nota do órgão, acrescentando que as análises da agência oferecem opções seguras e eficazes de vacina ao Ministério da Saúde.

Na nota em resposta às declarações do presidente, a Anvisa ainda cita as ameaças das quais seus diretores e técnicos foram alvo após aprovação da vacina para adolescentes, em outubro:

“Em outubro do corrente ano, após sofrer ameaças de morte e de toda a sorte de atos criminosos, por parte de agentes antivacina, no escopo da vacinação para crianças, esta Agência Nacional se encontra no foco e no alvo do ativismo político violento. A Anvisa é líder de transparência em atos administrativos e todas as suas resoluções estão direta ou indiretamente atreladas ao nome de todos os nossos servidores, de um modo ou de outro”, diz o texto.

Por fim, a nota, que é assinada pelos cinco diretores da instituição, incluindo o diretor-presidente, Antonio Barra Torres, afirma que repudia ameaça “explícita ou velada”:

“A Anvisa está sempre pronta a atender demandas por informações, mas repudia e repele com veemência qualquer ameaça, explicita ou velada que venha constranger, intimidar ou comprometer o livre exercício das atividades regulatórias e o sustento de nossas vidas e famílias: o nosso trabalho, que é proteger a saúde do cidadão.”

Na live de quinta-feira, Bolsoanro voltou a atacar as vacinas e classificou os imunizantes como “experimentais”, o que não é verdade. Todas as vacinas aprovadas pela Anvisa foram submetidas a testes e alvo de análises rigorosas dos cientistas da instituição.

“Não sei se são diretores e o presidente que chegaram a essa conclusão ou o tal do corpo técnico, mas seja qual for, você tem direito a saber o nome das pessoas que aprovaram a vacina a partir de 5 anos para seu filho. E você decida se essa vacina compensa ou não”, disse Bolsonaro na transmissão.

O presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, defendeu o corpo técnico da agência e afirmou que, caso houvesse uma lista das pessoas que participaram da aprovação da vacina contra Covid-19 para crianças, seu nome estaria entre os primeiros.

“Na decisão que foi tornada pública no dia de ontem, se formos consultar todas as pessoas que ali contribuíram direta ou indiretamente para que aquele posicionamento fosse estabelecido, essa lista por certo contaria com mais de 1.600 nomes, porque todas nossas atividades estão entrelaçadas”, afirmou Barra Torres. “Desses, até por questão de ordem alfabética e não importância, porque todos são essenciais, seguramente na letra A o meu nome vai estar lá como um dos primeiros, pela minha inicial. E também lá estarão os nomes de toda diretoria da Anvisa.”

O Ministério da Saúde vai se posicionar sobre a vacinação de crianças de 5 a 11 anos no dia 5 de janeiro. A pasta colocará em consulta pública parecer sobre o tema e fará uma audiência pública no dia 4 de janeiro, antes de seu posicionamento final sobre a inclusão desse grupo no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação. O ministro Marcelo Queiroga argumentou, neste sábado, que em 2021 houve poucos óbitos de crianças por covid-19 (143 mortes), o que, segundo ele, mostra que o tema não é urgente. As informações são do jornal O Globo.

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