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Variedades Areia emergencial e nada de filas: os desejos dos ultrarricos quando viajam

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Nova York é opção de moradia número um dos "ultrarricos". (Foto: Reprodução)

Quando viaja, o superrico quer luxo. Atenção personalizada. Hotéis não padronizados, com serviço impecável, acomodações isoladas e mordomos pessoais. Nunca, jamais, ter de esperar, ficar em filas ou ser conduzido em grupo com outras pessoas.

— Mas, acima de tudo, quer sentir que tem algo inacessível à maioria — diz Carlo Nocella, diretor mundial de vendas do Vavius Club, programa de fidelidade da Virtuous Travel & Concierge, empresa italiana que trabalha com consultores de viagens para planejar e executar viagens para uma clientela de altíssimo padrão.

Isso se traduz no cuidado com uma infraestrutura cada vez mais extensa e elaborada — envolvendo consultores, serviços de concierge e clubes — para atender às necessidades extravagantes e aos caprichos do cliente com patrimônio estratosférico, para quem dinheiro não é problema.

Definido no geral como quem possui ativos financeiros da monta mínima de US$ 30 milhões e está disposto a pagar, digamos, alguns milhares de dólares por uma diária de hotel — ou dezenas por um casarão de temporada —, esse viajante, por sua vez, alimenta uma verdadeira corrida armamentista no mundo do lazer de alto padrão, cujo objetivo é oferecer as propriedades, as experiências e os serviços mais fabulosos, opulentos, individualizados e extraordinários que se possa imaginar.

— Isso significa que não vendemos apenas pacotes de férias; oferecemos experiências que atendem às demandas e expectativas individuais mais ousadas — reforça Nocella.

Entrevistado em dezembro na elegante cabine do Vavius Club na exposição anual da Feira Internacional do Mercado de Viagens de Luxo (ILTM, em inglês) em Cannes, na França, ele deu alguns exemplos de clientes para os quais o tratamento VIP padrão não basta — como o que quis que a cor vermelha fosse eliminada da suíte em que se hospedou, ou o que fez questão que as férias incluíssem um presente para o filho adolescente, permitindo ao garoto jogar com atletas profissionais de renome em um dos estádios nacionais da Itália.

A explosão do segmento

Cerca de 2.500 expositores e 2.500 consultores de viagens de luxo estiveram presentes em Cannes em dezembro, números que revelam um aumento de dez vezes em relação ao primeiro ano da exposição (2001) e sinalizam a importância cada vez maior do segmento. De acordo com um relatório da empresa de análise Research and Markets, com sede em Dublin, o mercado — definido como atraente para “viajantes abastados que buscam experiências exclusivas, personalizadas e imersivas combinando conforto, cultura e personalização” — foi avaliado em US$ 1,77 trilhão em 2025 e deve atingir US$ 2,1 trilhões até 2033, refletindo uma taxa de crescimento anual composta de 3,4%.

Segundo o documento, essa expansão pode ser atribuída ao “aumento da renda disponível entre indivíduos de alto patrimônio líquido, à expansão do turismo internacional, ao crescimento da infraestrutura de hospitalidade premium, à ampliação da demanda por viagens de experiência e à maior disponibilidade de serviços de luxo”.

Os estandes dos expositores da ILTM — projetados para se parecer com bibliotecas, salas de estar e áreas de descanso sofisticadas, eram acarpetados, com plantas, pinturas, fotografias e estantes, oferecendo café expresso, doces, guloseimas regionais, balas e champanhe até para os visitantes que zanzavam sem rumo, tão luxuosos quanto os produtos que estavam promovendo.

Cada oferta parecia mais exagerada do que a outra: chalés que são verdadeiros palacetes, com direito a cinema, piscina, praias particular, chef e instrutor de ioga; incursões privadas aos bastidores de museus, ateliês de moda e eventos esportivos; hotéis com músicos que vão tocar nos quartos.

Sem contar os resorts em ilhas particulares, como o Bulgari Resort & Residences Cave Cay, com 64 suítes e chalés, além de 48 “mansões e propriedades” pertencentes a clientes, com inauguração prevista para 2027, em um paraíso de 90 hectares nas Bahamas. Ou o ainda mais exclusivo Rosewood Ranfaru, também com inauguração prevista para 2027, projeto de US$ 343 milhões para 120 “chalés” de um a cinco quartos, com piscina individual, espalhados por um arquipélago particular nas Maldivas, alguns inclusive em ilhas com acesso exclusivo.

Esse novo setor também inclui uma nova geração de consultores, cujo trabalho não se resume mais à simples reserva de voos e hotéis. Muitas vezes em parceria com os especialistas das chamadas “empresas de gestão de destinos”, são profissionais que organizam todos os passos da viagem — cada traslado de aeroporto, cada voo, cada estada em resort, casa alugada, hotel butique ou iate, cada refeição, cada incursão de limusine, cada passeio privado em um lugar a que ninguém mais tem acesso, cada mudança repentina de plano —, aliviando o cliente do peso até da menor decepção ou dor de cabeça logística. Com informações do portal O Globo.

 

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